Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
LETRAS (40002012012P8)
Duzentos anos de “O homem da Areia”, duzentos anos de Olímpia: um retorno à personagem de E. T. A. Hoffmann e seu legado para a literatura fantástica.
LUCAS HENRIQUE DA SILVA
DISSERTAÇÃO
17/04/2018

Olímpia, personagem de “O homem da areia”, de E. T. A. Hoffmann, se lançou para a modernidade principalmente a partir da ópera de Offenbach, Les contes d’Hoffmann. Essa referência fez captar uma figura que já vinha ocupando espaço no imaginário ocidental. Isso se nota ao observar ressonâncias da personagem hoffmanniana em variadas novas criações, inclusive do século XX, na literatura e em outras artes. Assim, Olímpia ganhou uma segunda vida, tornando-se um arquétipo insuperável de personagem. Liga-se, então, à temas que, se não inaugurados, são transformados por ela, tais como: o objeto (fetiche), a figura humana, a mulher artificial, a burla, o inquietante (Freud). Isso graças ao trabalho de Hoffmann com a personagem mecânica, uma de suas obsessões literárias (Barbosa, 2017). Ele opera tentativas de representação, ensaios, até chegar, por fim, em Olímpia. Tendo essas questões em vista, esta dissertação propõe uma retomada dessa bicentenária personagem, sob o enfoque de estudos que pensem o espaço de Olímpia para além do próprio conto e época, valorizando seus sentidos únicos, como é o caso de O corpo impossível (2002), de Eliane Robert Moraes, Mulher ao pé da letra (2006), de Ruth Silviano Brandão, bem como A palavra e o fantasma na cultura ocidental (2012), de Giorgio Agamben (2012). O trabalho conta ainda com o suporte de Carlos Reis (2016), no que diz respeito à suficiência da personagem literária. Objetiva-se, assim, apresentar leitura de Olímpia individualmente, mas também de forma comparada, quando possível, com outras referências da literatura.

Olímpia;“O homem da areia”;E. T. A. Hoffmann;personagem literária;autômato.
Olympia, character of the short story "The Sandmann", by E. T. A. Hoffmann, launched into the modernity mainly from the Offenbach’s opera, Les contes d'Hoffmann. This reference captured a figure that had already a space in the western imaginary, a fact noticeable just by observing resonances of the Hoffmann’s character in many new creations, even in XX’s century, in literature and other arts. Thus, Olympia gained a second life, becoming an insuperable archetype of character, linked to themes that, if not inaugurated, are transformed by her, such as: the object (fetish), the human figure, the artificial woman, the mockery, the uncanny (Freud). This thanks to the work of Hoffmann with the mechanical character, an obsession of the writer (Barbosa, 2017). He operates different representations, rehearsals, until finally creates Olympia. With these questions in mind, this dissertation proposes a resumption of this bicentennial character, under the focus of studies that think the space of Olympia beyond the short story itself and time, valuing her unique senses, as is the case of O corpo impossível (2002), by Eliane Robert Moraes, Mulher ao pé da letra (2006), by Ruth Silviano Brandão, and also A palavra e o fantasma na cultura ocidental (2012), by Giorgio Agamben (2012). In addition, the present work also counts on the support of Carlos Reis (2016), regarding the sufficiency of the literary character. The aim is, therefore, to presente Olympia’s analysis individually, but also in a comparative way, when its possible, with other references in literature.
Olympia;“The Sandmann”;E. T. A. Hoffmann;literary character;automata.
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
O trabalho não possui divulgação autorizada

Contexto

LITERATURA COMPARADA
REPRESENTAÇÕES E TEXTUALIDADES
MANIFESTAÇÕES DO DUPLO NA LITERATURA

Banca Examinadora

ADILSON DOS SANTOS
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
FABIO LUCAS PIERINI Participante Externo
MARTA DANTAS DA SILVA Docente - PERMANENTE

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
FUND COORD DE APERFEICOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUP - Programa de Demanda Social 21

Vínculo

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Não