Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Interdisciplinar em Ciências da Saúde (33009015070P2)
MICHEL FOUCAULT E A CONSTITUIÇÃO DO CORPO E DA ALMA DO SUJEITO PSICOLÓGICO NO CURSO O PODER PSIQUIÁTRICO.
FERNANDO LUIS PEREIRA ROBLES
DISSERTAÇÃO
27/02/2013

O trabalho histórico-filosófico de Michel Foucault destaca as noções de corpo e alma enquanto elementos de embate das complexas relações de saber e poder. Para Foucault, o poder sempre se exerce sobre o corpo, por fim, a alma seria os discursos que atravessam a constituição deste corpo no processo de individualização (conceito de corpo como prisão da alma). Esta pesquisa vem ressaltar do curso ministrado no Collège de France: O Poder Psiquiátrico (1973-1974), aspectos relativos ao corpo e à alma nele presentes, investigando suas articulações no contexto peculiar deste trabalho. Como também, em suas interfaces aos discursos psicológicos e psiquiátricos – e assim à episteme dos saberes psi, sempre em estrita correlação a deslocamentos análogos da natureza do poder, nos contextos histórico-culturais desde o século XVIII até dias atuais. Tal análise se propõe a entender os mecanismos táticos e estratégicos do estabelecimento de um poder anônimo, disperso, asséptico, difuso descrito e conceituado como disciplinar por Foucault, a partir do curso supramencionado, poder este não mais representado por um sujeito forte – o rei - mas no enfraquecimento e docilidade esperado pela obediência voluntária dos indivíduos, estruturados como tal ao serem perpassados pelos discursos formativos dos corpos e almas desde a infância e instituições de disciplina como o exército, escola e etc., assim como de punição e retificação, como os asilos e as prisões, em especial o primeiro e seus desdobramentos, neste estudo. Esta pesquisa, ao estudar o processo de subjetivação a partir do recorte binomial corpo e alma, visa repensar estas relações de poderes e saberes nos trabalhos, práticas e discursos teóricos da área da saúde - ao se tratar dos corpos e ao oferecer cuidado e atenção ao sofrimento psíquico associado às almas. Parte-se da hipótese de que tais práticas arraigadas e incorporadas no corpo e na alma do profissional de saúde implicam na execução - com uma roupagem de boas intenções – de um papel reprodutor e mantenedor de mecanismos de disciplina, segundo a perspectiva foucaultiana, na análise da configuração do poder em suas inserções sobre os saberes psi. É um trabalho teórico, com a leitura analítica e interpretativa da bibliografia destes autores e comentadores, visando à constituição de instrumental teórico-metodológico para aplicação, teórico e prática, no contexto interdisciplinar da UNIFESP – Baixada Santista e perante a comunidade e região de Santos, com especial destaque, na área da saúde (CNPq).

Foucault, epistemologia, corpo, alma, subjetivação, Psicologia, Psiquiatria
O trabalho histórico-filosófico de Michel Foucault destaca as noções de corpo e alma enquanto elementos de embate das complexas relações de saber e poder. Para Foucault, o poder sempre se exerce sobre o corpo, por fim, a alma seria os discursos que atravessam a constituição deste corpo no processo de individualização (conceito de corpo como prisão da alma). Esta pesquisa vem ressaltar do curso ministrado no Collège de France: O Poder Psiquiátrico (1973-1974), aspectos relativos ao corpo e à alma nele presentes, investigando suas articulações no contexto peculiar deste trabalho. Como também, em suas interfaces aos discursos psicológicos e psiquiátricos – e assim à episteme dos saberes psi, sempre em estrita correlação a deslocamentos análogos da natureza do poder, nos contextos histórico-culturais desde o século XVIII até dias atuais. Tal análise se propõe a entender os mecanismos táticos e estratégicos do estabelecimento de um poder anônimo, disperso, asséptico, difuso descrito e conceituado como disciplinar por Foucault, a partir do curso supramencionado, poder este não mais representado por um sujeito forte – o rei - mas no enfraquecimento e docilidade esperado pela obediência voluntária dos indivíduos, estruturados como tal ao serem perpassados pelos discursos formativos dos corpos e almas desde a infância e instituições de disciplina como o exército, escola e etc., assim como de punição e retificação, como os asilos e as prisões, em especial o primeiro e seus desdobramentos, neste estudo. Esta pesquisa, ao estudar o processo de subjetivação a partir do recorte binomial corpo e alma, visa repensar estas relações de poderes e saberes nos trabalhos, práticas e discursos teóricos da área da saúde - ao se tratar dos corpos e ao oferecer cuidado e atenção ao sofrimento psíquico associado às almas. Parte-se da hipótese de que tais práticas arraigadas e incorporadas no corpo e na alma do profissional de saúde implicam na execução - com uma roupagem de boas intenções – de um papel reprodutor e mantenedor de mecanismos de disciplina, segundo a perspectiva foucaultiana, na análise da configuração do poder em suas inserções sobre os saberes psi. É um trabalho teórico, com a leitura analítica e interpretativa da bibliografia destes autores e comentadores, visando à constituição de instrumental teórico-metodológico para aplicação, teórico e prática, no contexto interdisciplinar da UNIFESP – Baixada Santista e perante a comunidade e região de Santos, com especial destaque, na área da saúde (CNPq).
Foucault, epistemologia, corpo, alma, subjetivação, Psicologia, Psiquiatria
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
O trabalho não possui divulgação autorizada

Contexto

PROMOÇÃO, PREVENÇÃO E REABILITAÇÃO EM SAÚDE
CIÊNCIAS HUMANAS, SOCIAIS E SAÚDE
CORPO E ALMA DO SUJEITO DA SAÚDE

Banca Examinadora

FERNANDO DE ALMEIDA SILVEIRA
DOCENTE - PERMANENTE
Não
Nome Categoria
FERNANDO SFAIR KINKER Participante Externo
MARIA IZABEL CALIL STAMATO Participante Externo
CARLOS ROBERTO DE CASTRO E SILVA Docente - PERMANENTE

Vínculo

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Não