Brasil

Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE
GEOGRAFIA (42004012015P5)
Monitoramento das áreas úmidas e inundadas adjacentes ao Canal São Gonçalocom uma série de imagens ERS-1/2 SAR e Envisat ASAR adquiridas entre 1992 e 2007
RAQUEL FREITAS DUARTE
DISSERTAÇÃO
05/08/2013

Este trabalho tem como principal objetivo monitorar a variação na extensão das áreas úmidas e das áreas inundadas adjacentes ao Canal São Gonçalo, em uma série temporal de imagens ERS-1 e 2 SAR e ENVISAT ASAR adquiridas entre 1992 e 2007. Para isso, foram criados dois algoritmos, baseados em limiares de retroespalhamento e produtos de razão de imagens, capazes de classificar as áreas úmidas e inundas. Além disso, foram realizadas análises espaciais, a fim de observar as áreas onde ocorrem com mais frequência áreas úmidas e/ou inundadas. Dados meteorológicos também foram utilizados com o intuito de estabelecer uma análise comparativa entre áreas úmidas e inundadas e a precipitação, os fenômenos El Niño e La Niña, a velocidade e a direção do vento. Os resultados demonstraram que as maiores extensões de áreas úmidas ocorrem com mais frequência nos primeiros meses do ano (i.e., entre janeiro e maio), enquanto as áreas inundadas são mais frequentes nos meses de inverno (i.e., entre junho e agosto), merecendo destaque o mês de agosto, que representa a maior extensão de áreas inundadas, 28.632,3 ha na imagem adquirida em 26/08/2002. Porém a maior extensão de áreas úmidas não está nos primeiros meses do ano, como é mais comum, e sim na imagem de 25/09/2000 que apresentou 63.742,2 ha. As áreas úmidas apresentam-se bastante distribuídas na área de estudo, e demonstram maior frequência nas áreas adjacentes aos principais cursos d’água. Já as áreas inundadas apresentam-se concentradas em certas porções da área de estudo, principalmente nas proximidades da foz do Rio Piratini, que localiza-se na margem noroeste do canal, bem como na margem sudeste na mesma direção. Os fatores meteorológicos analisados apresentaram relação visual tanto com as áreas úmidas quanto com as inundadas. Foi possível definir que ambas as áreas ocorrem com mais frequência, na série temporal analisada, em anos de ocorrência do fenômeno La Niña. Porém a maior extensão de área inundada ocorreu na presença do fenômeno El Niño. Ainda foi possível definir que as maiores extensões de áreas úmidas ocorrem com precipitação acumulada bem distribuída nos 30 dias que antecedem as imagens, direção do vento predominante leste com velocidade média entre 4 e 7 m/s. Já as maiores extensões de áreas inundadas ocorrem, na maior parte, com chuvas constantes e mais concentradas nos 30 dias que antecedem a análise, direção de vento nordeste com velocidade média entre 1,7 e 4 m/s.

Monitoramento de áreas úmidas. Canal São Gonçalo
Este trabalho tem como principal objetivo monitorar a variação na extensão das áreas úmidas e das áreas inundadas adjacentes ao Canal São Gonçalo, em uma série temporal de imagens ERS-1 e 2 SAR e ENVISAT ASAR adquiridas entre 1992 e 2007. Para isso, foram criados dois algoritmos, baseados em limiares de retroespalhamento e produtos de razão de imagens, capazes de classificar as áreas úmidas e inundas. Além disso, foram realizadas análises espaciais, a fim de observar as áreas onde ocorrem com mais frequência áreas úmidas e/ou inundadas. Dados meteorológicos também foram utilizados com o intuito de estabelecer uma análise comparativa entre áreas úmidas e inundadas e a precipitação, os fenômenos El Niño e La Niña, a velocidade e a direção do vento. Os resultados demonstraram que as maiores extensões de áreas úmidas ocorrem com mais frequência nos primeiros meses do ano (i.e., entre janeiro e maio), enquanto as áreas inundadas são mais frequentes nos meses de inverno (i.e., entre junho e agosto), merecendo destaque o mês de agosto, que representa a maior extensão de áreas inundadas, 28.632,3 ha na imagem adquirida em 26/08/2002. Porém a maior extensão de áreas úmidas não está nos primeiros meses do ano, como é mais comum, e sim na imagem de 25/09/2000 que apresentou 63.742,2 ha. As áreas úmidas apresentam-se bastante distribuídas na área de estudo, e demonstram maior frequência nas áreas adjacentes aos principais cursos d’água. Já as áreas inundadas apresentam-se concentradas em certas porções da área de estudo, principalmente nas proximidades da foz do Rio Piratini, que localiza-se na margem noroeste do canal, bem como na margem sudeste na mesma direção. Os fatores meteorológicos analisados apresentaram relação visual tanto com as áreas úmidas quanto com as inundadas. Foi possível definir que ambas as áreas ocorrem com mais frequência, na série temporal analisada, em anos de ocorrência do fenômeno La Niña. Porém a maior extensão de área inundada ocorreu na presença do fenômeno El Niño. Ainda foi possível definir que as maiores extensões de áreas úmidas ocorrem com precipitação acumulada bem distribuída nos 30 dias que antecedem as imagens, direção do vento predominante leste com velocidade média entre 4 e 7 m/s. Já as maiores extensões de áreas inundadas ocorrem, na maior parte, com chuvas constantes e mais concentradas nos 30 dias que antecedem a análise, direção de vento nordeste com velocidade média entre 1,7 e 4 m/s.
Monitoramento de áreas úmidas. Canal São Gonçalo
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE

Contexto

GEOGRAFIA DA ZONA COSTEIRA E PROCESSOS RELACIONADOS
ANÁLISE DOS SISTEMAS NATURAIS E AMBIENTAIS
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Banca Examinadora

JORGE ARIGONY NETO
Sim
Nome Categoria
CLAUDIO WILSON MENDES JUNIOR Docente
WATERLOO PEREIRA FILHO Participante Externo
GLAUBER ACUNHA GONCALVES Participante Externo

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
FUND COORD DE APERFEICOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUP - CAPES/FAPERGS 18

Vínculo

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