Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
TECNOLOGIAS E ATENÇÃO À SAÚDE (33009015074P8)
ASSOCIAÇÃO DA HIPOVITAMINOSE D COM SINTOMAS DEPRESSIVOS EM IDOSOS INDEPENDENTES COM 80 ANOS OU MAIS
MARCIO TOMITA DA ROCHA LIMA
DISSERTAÇÃO
31/07/2013

Introdução: Níveis séricos de vitamina D baixos podem estar relacionados com o estado inflamatório observado na depressão e estas condições são frequentes em idosos longevos. Identificar essa associação e fatores de risco modificáveis que possam alterar essa condição pode ter importante impacto sobre a qualidade de vida desses idosos. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo avaliar a relação entre níveis séricos de vitamina D na sua forma precursora calcidiol ou 25-hidroxivitamina D com sintomas depressivos em idosos com 80 anos ou mais, independentes, residentes na comunidade. Materiais e Métodos: 182 idosos residentes na comunidade e idade igual ou superior a 80 anos (Projeto Longevos), independentes para deambular sem auxílio, sem doença grave ou tratamento incapacitante participaram do estudo. Foi aplicado um questionário fechado sobre o perfil de saúde multidimensional; avaliação neuropsicológica feita pelo Mini-exame do estado mental (MEEM)11; funcionalidade avaliada pelas atividades instrumentais de vida diária (AIVD)12; avaliação nutricional pelo Índice de Massa Corpórea (IMC), circunferência abdominal (CA), circunferência do quadril (CQ) e Índice cintura-quadril (ICQ=CA/CQ); sintomas depressivos pela Escala de Depressão Geriátrica (GDS) em sua versão reduzida de 15 itens16. A análise bioquímica incluiu creatinina, glicemia de jejum, hemoglobina sérica e vitamina D. Resultados: Na população estudada de 182 longevos, a maioria dos pacientes era do sexo feminino (73,1%), branca (69,8%), com mediana 85 anos (IC 95% = 84,0-86,0), 73,1% apresentavam níveis insuficientes de vitamina D (X2=38,769; gl=1, p<0,001) e 56,9% da amostra apresentava circunferência abdominal alterada (X2=11,280; gl=1, p=0,01). As idosas longevas apresentaram mais sintomas depressivos, com maiores pontuações no GDS (U=2440, z=-2,625; p=0,009). Em relação aos escores no GDS na comparação entre os três níveis de vitamina D, os grupos “deficiência” e “insuficiência” diferem do grupo “suficiência”; não houve diferença entre o grupo “deficiência” e “insuficiência” (KW=10,328, gl=2; p=0,006). Conclusão: Observamos associação dos níveis séricos de 25-hidroxivitamina D com sintomas depressivos em idosos com 80 anos ou mais, independentes, residentes na comunidade. Os longevos com níveis de deficiência ou insuficiência de vitamina D, quando comparados àqueles com níveis suficientes, apresentam mais sintomas depressivos.

Idoso de 80 anos ou mais; vitamina D; depressão.
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
O trabalho não possui divulgação autorizada

Contexto

PROMOÇÃO DA SAÚDE
SAÚDE DO ADULTO E DO IDOSO
ENVELHECIMENTO COM QUALIDADE DE VIDA

Banca Examinadora

MAYSA SEABRA CENDOROGLO
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
MILTON LUIZ GORZONI Participante Externo
CLINEU DE MELLO ALMADA FILHO Docente - PERMANENTE
VANESSA DE ALBUQUERQUE CITERO Participante Externo

Vínculo

CLT
Outros
Profissional Autônomo
Não

Produções Intelectuais Associadas

Não existem produções associadas ao trabalho de conclusão.