Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
CIÊNCIAS FISIOLÓGICAS (40004015071P7)
TREINAMENTO RESISTIDO E ADMINISTRAÇÃO DE INSULINA EM CAMUNDONGOS: PRÓS E CONTRAS RELACIONADOS A FORÇA MUSCULAR, ADIPOSIDADE E METABOLISMO HEPÁTICO DE GLICOSE
VICTOR AUGUSTO RONCAGLIA PEREIRA
DISSERTAÇÃO
19/02/2018

Hormônios como a insulina são usados por indivíduos não-diabéticos para melhorar a hipertrofia muscular e o desempenho. Entretanto, ela também direciona o fígado e o tecido adiposo para o armazenamento de energia. Os efeitos da administração de insulina a camundongos Swiss não diabéticos treinados foram investigados neste estudo. Camundongos foram divididos em sedentários tratados com salina (SS) ou insulina (SI) e treinados tratados com salina (TS) ou insulina (TI). O treinamento foi feito em escada a 90% da carga máxima, 3x/semana. A insulina (0,3 U/kg) ou a salina foram administrados 5x/semana. Ao final de oito semanas, parte dos animais foi submetida a teste de tolerância a insulina (ITT) e eutanasiada para coleta de tecidos e sangue, enquanto o restante foi submetido a perfusão de fígado com glicerol+lactato or alanina+glutamina (4mM cada). Os animais treinados aumentaram força muscular, reduziram peso corporal e do tecido adiposo subcutâneo (TS e TI) e mesentérico, e o tamanho dos adipócitos peritoneais (TS). O gastrocnêmio mostrou maior densidade de fibras musculares e menos tecido intersticial nos grupos treinados. O glicogênio hepático foi aumentado pela insulina (SI e TI), bem como a liberação hepática basal de glicose (TI). A liberação hepática de lactato e piruvato foi reduzida pelo treinamento. A maior liberação de glicose na presença de alanina+glutamina induzida pelo treinamento (TS) foi revertida pela insulina (TI). A administração de insulina não teve qualquer efeito adicional ao treinamento sobre a força muscular, e ainda reverteu parte dos efeitos lipolíticos e de gliconeogênese hepática promovidos pelo treinamento. Sendo assim, a administração de insulina não se justifica com adjuvante na melhora de força muscular.

Insulina;Gliconeogênese;Fígado;Treinamento
Hormones, such as insulin, are used by non-diabetic individuals to improve muscle hypertrophy and performance. However, it also directs the liver and adipose tissue to energy storage. The effects of insulin administration to non-diabetic trained Swiss mice were investigated in this study. Mice were divided in sedentary treated with saline (SS) or insulin (SI) and trained treated with saline (TS) or insulin (TI). Training was carried out in stair at 90% of maximum load, 3x/week. Insulin (0,3 U/kg body weight) or saline were given 5x/week. After eight weeks, some animals were subjected to insulin tolerance test (ITT) and euthanized to collect tissues and blood, while the others had their livers perfused with glycerol+lactate or alanine+glutamine (4 mM each). The trained animals increased muscle force, decreased body weight, subcutaneous tissue (TS and TI), mesenteric tissue and the size of peritoneal adipocytes (TS). Gastrocnemius had higher density of muscle fibers and less interstitial tissue in the trained groups. Liver glycogen was increased by insulin (SI and TI), as well as basal liver glucose release (TI). Liver pyruvate and lactate release were decreased by training. The higher glucose release in the presence of alanine+glutamine caused by training (TS) was reversed by insulin (TI). Insulin administration did not have any additional effect to training on muscle force, and in addition reversed some of the effects of training on lipolysis and liver gluconeogenesis. Therefore, insulin administration is not justified as an adjuvant of muscle force and performance.
Insulin;Gluconeogenesis;Liver;Training
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
O trabalho não possui divulgação autorizada

Contexto

FISIOLOGIA
FISIOLOGIA INTEGRATIVA
-

Banca Examinadora

VILMA APARECIDA FERREIRA DE GODOI
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
ROBERTO BARBOSA BAZOTTE Participante Externo
JURANDIR FERNANDO COMAR Docente - PERMANENTE

Vínculo

Bolsa de Fixação
Instituição de Ensino e Pesquisa
Ensino e Pesquisa
Sim