Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
MEDICINA (NEFROLOGIA) (33009015016P8)
Microangiopatia trombótica pós-transplante renal: características clínico-histológicas e prognóstico do enxerto renal
CINTHIA MONTENEGRO TEIXEIRA
DISSERTAÇÃO
24/05/2018

Objetivo: Relatar a incidência, características clínico-histológicas e prognóstico do enxerto dos casos de Microangiopatia trombótica (MAT) no enxerto renal entre receptores de transplante renal e pâncreas-rim do Hospital do Rim. Métodos: Foram estudados retrospectivamente dados de 89 pacientes com MAT pós-transplante, que foi caracterizada pela presença de trombos em, pelo menos, um glomérulo e/ou arteríola. MAT sistêmica foi definida por trombocitopenia e anemia microangiopática; e MAT de início precoce quando ocorreu com menos de 90 dias após o transplante. As lesões foram classificadas de acordo com a localização do trombo e o padrão histológico (com ou sem ativação das células endoteliais). Resultados: A incidência cumulativa foi de 0,93%. A maioria dos receptores era jovem (média de 39 anos), do sexo feminino (52%), caucasiana (48%) e com doença renal primária de etiologia desconhecida (37%). MAT precoce ocorreu em 51% dos pacientes e MAT sistêmica em 25%. As etiologias da MAT foram: infecção (34%), rejeição aguda (16%), toxicidade do inibidor de calcineurina (13%), recorrência de MAT (2%) e gravidez (1%). 18% dos pacientes tinham várias etiologias e, em 17%, a causa era indeterminada. A lesão glomerular foi a mais prevalente (50%) e a ativação das células endoteliais foi observada em 61% das biópsias. Após um ano de seguimento, a sobrevida do pacientes foi de 97% e a sobrevida do enxerto censorada por óbito foi de 66%. A sobrevida do aloenxerto foi menor quando ocorreu rejeição mediada por anticorpos (com 41% vs. sem 70%, p=0,01- teste log-rank). Não houve diferenças na sobrevida do enxerto determinada por hemólise, tempo pós-transplante, localização dos trombos ou presença de ativação de células endoteliais. Conclusões: Os resultados do estudo provam que a MAT pós-transplante é uma condição rara, porém grave, independentemente de sua apresentação clínica ou histológica. Múltiplas etiologias de MAT foram identificadas, entretanto a rejeição mediada por anticorpos foi a única associada a pior desfecho do enxerto renal.

1. Microangiopatia trombótica. 2. Transplante Renal. 3. Sobrevida do enxerto renal. 4. Biopsia Renal.
Objective: To assess the incidence, clinical and histological features and prognosis of kidney or kidney-pancreas transplanted patients with Thrombotic microangiopathy (TMA). Methods: We retrospectively studied data of 89 patients with post-transplant TMA, which was characterized by thrombi in at least one glomerulus and/or arteriole. Systemic TMA was defined by thrombocytopenia and microangiopathic anemia and early onset TMA, when occurred less than 90 days post transplant. Lesions were classified according to thrombi location and pattern of injury (with or without endothelial cell activation). Results: The cumulative incidence was 0.93%. The majority of the recipients were young (mean age 39 years), female (52%) and Caucasian (48%) with primary kidney disease of unknown etiology (37%). Early TMA occurred in 51% of the patients and systemic TMA, in 25%. The causes of TMA were infection (34%), acute rejection (16%), calcineurin inhibitor toxicity (13%), TMA recurrence (2%) and pregnancy (1%). 18% of the patients had several etiologies and in 17%, the TMA cause was undetermined. Glomerular TMA was the most prevalent lesion (50%). Endothelial cell activation was observed in 61% of the biopsies. The 1-year patient survival was 97% and corresponding graft survival, 66%. Allograft survival was inferior when acute antibody mediated rejection (ABMR) occurred (with 41%; without 70%, p=0.01- logrank test). There were no differences in allograft survival determined by hemolysis, time of onset, thrombi location or endothelial cell activation. Conclusion: Our results prove that post-transplant TMA is a rare but severe condition, regardless of its clinical and histological presentation. TMA had several etiologies, although ABMR was the only one associated to worse allograft outcomes.
Post-transplant;thrombotic microangiopathy;renal allograft
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
O trabalho não possui divulgação autorizada

Contexto

TRANSPLANTE RENAL
TRANSPLANTE RENAL CLÍNICO
COMPLICAÇÕES CLÍNICAS E INFECÇÃO NO TRANSPLANTE RENAL

Banca Examinadora

HELIO TEDESCO SILVA JUNIOR
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
FRANCISCO JOSE VERISSIMO VERONESE Participante Externo
DENISE MARIA AVANCINI COSTA MALHEIROS Participante Externo
MARIA ALMERINDA VIEIRA FERNANDES RIBEIRO ALVES Participante Externo

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
CONS NAC DE DESENVOLVIMENTO CIENTIFICO E TECNOLOGICO - Bolsa de Mestrado GM e Doutorado GD 24

Vínculo

CLT
Empresa Privada
Profissional Autônomo
Sim