Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Interdisciplinar em Ciências da Saúde (33009015070P2)
Avaliação e correlação clínica da força muscular do quadríceps femoral em pacientes hospitalizados com Insuficiência cardíaca.
MONIQUE FERNANDA PERES
DISSERTAÇÃO
14/09/2018

OBJETIVO: Verificar se a contração isométrica voluntária máxima do músculo quadríceps femoral (QF) pode ser preditora de alteração na capacidade funcional e força muscular inspiratória, assim como estabelecer valores de corte para o pico de força muscular do QF em pacientes com insuficiência cardíaca (IC) hospitalizados. MÉTODOS: Estudo prospectivo transversal. Foram elegíveis 130 sujeitos com diagnóstico de IC sistólica hospitalizados, Classe Funcional II e III (NYHA) após 24 horas da admissão e estabilização do quadro clínico, todos foram submetidos a avaliação da força isométrica do QF (contração voluntaria máxima) do membro inferior dominante com dinamômetro portátil; força muscular inspiratória avaliada pela manovacumetria (Pressão inspiratória máxima - Pimáx), capacidade funcional com o teste de caminhada de seis minutos (TC6’) e questionário de qualidade de vida (Minnesota Living with Heart Failure Questionnaire). RESULTADOS: Os dados revelaram associação fraca e positiva entre a fração de ejeção de ventrículo esquerdo e o pico de força muscular do QF (r=0,38; p=0,0053); correlação moderada negativa entre a nota obtida pelo Minessota e a dinamometria portátil do QF (r=- 0,53; p=0,003) e associação modesta entre o pico de força muscular do QF e distância no TC6’ (r=0,37; p=0,005). Já a correlação moderada e positiva foi encontrada entre o pico de força muscular do QF com a PImáx (r=0,54; p<0,0001) e com o percentual do predito da PImáx (r=0,59; p<0,0001). Não houve capacidade de predição do pico de força do músculo QF sobre a redução da capacidade funcional (AUC=0,53 e p=0,61). No entanto, um valor de corte de 15,2 kgf do pico de força do músculo QF foi capaz de predizer fraqueza muscular inspiratória (PImáx<70% do predito) pela análise de curva ROC. Uma área sob a curva de 0,73 (p=0,004) foi obtida, com sensibilidade = 71,43% e especificidade = 65,38%, valor preditivo positivo de 69,09% e valor preditivo negativo de 67,87%. CONCLUSÃO: A fraqueza muscular de QF determinou valor de corte de 15,2 kgf de força na dinamometria sendo capaz de predizer fraqueza muscular inspiratória (PImáx<70% do predito). Portanto, o atual estudo aponta que a dinamometria isométrica portátil pode identificar precocemente a fraqueza muscular de QF e fraqueza muscular inspiratória, tornando-se potencial ferramenta para orientar melhores práticas da prevenção e reabilitação de pacientes com IC hospitalizados.

Insuficiência Cardíaca;Dinamometria isométrica;Força muscular periférica;Fraqueza muscular respiratória;Qualidade de vida.
ABSTRACT PURPOSE: To verify whether a maximal voluntary contraction of the quadriceps femoralis muscle (QF) can predict functional and inspiratory muscle capacity, as well as determine cutoff values for QF peak muscle strength in hospitalized heart failure (HF) patients. METHODS: Prospective cross-sectional study. A total of 130 hospitalized HF patients, Functional Class II and III (NYHA) were eligible after 24 hours of hospitalization and stabilization of the clinical status. Patients were submitted to an evaluation of QF isometric strength (maximum voluntary contraction), performed by a portable dynamometer; to an inspiratory muscle testing performed by manovacuometry (maximal inspiratory pressure - MIP); functional capacity using the six-minute walk test (6MWT) and to a quality of life questionnaire (Minnesota Living with Heart Failure Questionnaire). RESULTS: Data revealed a modest and positive association between left ventricular ejection fraction and QF peak muscle strength (r = 0.38, p = 0.0053); (r = -0.53, p = 0.003), and a modest association between the QF peak muscle strength and the TC6 walked distance (r = 0, 37 p = 0.005). We have already found a moderate and positive between the QF peak muscle strength and MIP (r = 0.54, p <0.0001) and with the predicted percentage of the MIP (r = 0.59, p <0.0001). It was not able to predict the QF peak strength based on functional capacity reduction (AUC = 0.53 and p = 0.61). However, a cutoff value of 15.2 kgf of the QF peak muscle force was able to predict inspiratory muscle weakness (MIP <70% predicted) by the ROC curve analysis. An area under the curve of 0.73 (p = 0.004) was set, with = 71.43% and specificity = 65.38%, a positive value of 69.09% and a negative predictive value of 67.87%. CONCLUSION: Muscle weakness of QF determined by a cutoff value of 15.2 kgf of force could predict inspiratory muscle weakness (MIP <70% predicted). Therefore, the current study indicates that isometric dynamometry can early identify QF muscle weakness and inspiratory muscle weakness, becoming a more effective tool to guide the practices of prevention and clinical rehabilitation of hospitalized HF patients.
Heart Failure;Dynamometry;Peripheral muscle strength;Respiratory muscle strength;Quality of life.
1
78
PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
O trabalho não possui divulgação autorizada

Contexto

PROMOÇÃO, PREVENÇÃO E REABILITAÇÃO EM SAÚDE
ESTRATÉGIAS INTERDISCIPLINARES EM PROMOÇÃO, PREVENÇÃO E REABILITAÇÃO
Diagnóstico, Tratamento ou Intervenção Precoce e Limitação de Danos

Banca Examinadora

SOLANGE GUIZILINI
DOCENTE - PERMANENTE
Não
Nome Categoria
LUCIANA DIAS CHIAVEGATO Participante Externo
DOUGLAS WILLIAN BOLZAN LIMA Participante Externo
VERA LUCIA ALVES DOS SANTOS Participante Externo

Vínculo

-
-
-
Não