Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
MEDICINA VETERINÁRIA (PATOLOGIA E CIÊNCIAS CLÍNICAS) (31002013016P8)
ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS E NEUROENDÓCRINAS EM CAMUNDONGOS SOB OS STATUS DE HIPERCORTISOLEMIA X HIPOCORTISOLEMIA
CARLA MYRRHA CHAVES DUQUE HENRIQUES
TESE
26/09/2018

RESUMO DUQUE, Carla Myrrha Chaves.Alterações Comportamentais e Neuroendócrinas em Camundongos sob os Status de Hipercortisolemia X Hipocortisolemia. 2018. Tese (Doutorado em Medicina Veterinária, Ciências Clínicas). Instituto de Veterinária,Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2018. Desde que foi estabelecida a relação entre o estresse e a saúde física e mental, os estudos sobre seus mecanismos e efeitos nos indivíduos tornaram-se mais frequentes. Assim, modelos animais foram desenvolvidos a fim de propiciar uma investigação abrangente dos mecanismos envolvidos no estresse, bem como, sua relação com os diversos sistemas orgânicos. No presente estudo, objetivamos estudar a relação dos comportamentos relacionados à ansiedade com os eixos hipotálamo-hipófise-adrenal (EHHA), pela dosagem de corticosterona plasmática, e hipotálamo-hipófise-tireoide (EHHT), por meio das dosagens plasmáticas de tireotrofina (TSH) e tiroxina (T4) em dois modelos distintos: um modelo farmacológico de administração de dexametasona (10 mg/kg sc 10 dias) e outro cirúrgico, isto é, a adrenalectomia bilateral, para a indução de hipercortisolemia e hipocortisolemia, respectivamente, em camundongos machos adultos (30g, n = 12). Surpreendentemente, os animais tratados com dexametasona (grupo DEX, n = 12) apresentaram características de comportamento ansiolítico nos testes de campo aberto e labirinto em cruz elevado, semelhantes aos animais adrenalectomizados, em quem o comportamento ansiolítico era esperado. Esta semelhança se manteve nos níveis de corticosterona endógena dosada no plasma de ambos os grupos, revelando diminuição significativa de seus valores em relação aos grupos controle (P < 0,05). Em um outro grupo, onde a dexametasona foi descontinuada por sete dias (grupo DEX + retirada, n = 12), embora os níveis de corticosterona tenham sido normalizados neste paradigma, o comportamento ansiolítico permaneceu na maioria dos testes comportamentais. Quanto ao EHHT, observou-se que a dexametasona reduziu a secreção de TSH sem alterar os níveis de T4 no DEX comparado ao controle. A retirada do corticoide (grupo DEX + retirada) restabeleceu os níveis de TSH, mas revelou hipotireoidismo (queda dos níveis de T4 comparado ao controle, P < 0,05) sete dias após a retirada. Portanto, esses dados em conjunto nos permite concluir que, pelo menos para os efeitos comportamentais, o tratamento com dexametasona simulou efeitos de hipo e não de hiperfunção adrenal, demonstrados pela observação dos achados comportamentais que lembram efeitos ansiolíticos obtidos no grupo tratado com dexametasona (DEX), Adicionalmente,estes efeitos permanecem sete dias após a retirada do fármaco, a despeito da normalização dos níveis plasmáticos de corticosterona endógena. Por outro lado, quanto ao EHHT, a dexametasona parece exercer efeitos tardios diretos de bloqueio do EHHT. Por fim, a escolha da dexametasona na prática clínica exige maior cautela em medicina veterinária devido as suas consequências imediatas e tardias na fisiologia dos eixos neuroendócrinos e no comportamento e bem estar animal. Palavras chave: Estresse, adrenalectomia, dexametasona, camundongos.

Estresse;adrenalectomia;dexametasona;camundongos
ABSTRACT DUQUE, Carla Myrrha Chaves. . Neuroendocrine and Behavioral Changes in Mice Under the Hypercortisolism X Hypocortisolism Status.2018Thesis (Doctor Science in Veterinary Medicine, ClinicalSciences) Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2018. Since the relationship between stress and physical and mental health was established, studies on its mechanisms and effects onindividuals have become more frequent. Thus, animal models were developed in order to provide a comprehensive investigation of the mechanisms underlying stress as well as its relationship with other organic systems. In the present study, we aimed to study the relationship between anxiety-like behaviors with hypothalamic-pituitaryadrenal (HPA) and hypothalamic-pituitary-thyroid (HHT) axes in two distinct models: a pharmacological model of dexamethasone administration (10 mg/kg during 10 days) and a surgical one, e.g. bilateral adrenalectomy, for the induction of hypercortisolemia and hypocortisolemia, respectively, in adult male mice (30g, n = 12). Surprisingly, animals treated with dexamethasone (DEX group, n = 12) had characteristics of anxiolytic behavior in the open field and high plus maze tests, similar to the adrenalectomized animals, in which the anxiogenicbehavior was expected instead. This similarity was maintained in plasma levels of endogenous corticosterone in both groups, showing a significant decrease in their values in relation to the control groups (P <0.05). In another group, whichdexamethasone was discontinued for seven days (DEX + withdrawn group, n = 12), although corticosterone levels were normalized in this paradigm, anxiolytic behavior remained in most behavioral tests. Regarding axis HHT, it was observed that dexamethasone reduced TSH secretion without altering T4 levels in DEX compared to control. Removal of the corticoid (DEX + withdrawn group) restored TSH levels, but revealed hypothyroidism (T4 levels drop compared to control, P <0.05) seven days after withdrawal. Therefore, these data together allow us to conclude that, at least for the behavioral effects, dexamethasone treatment simulated hypo effects and not adrenal hyperfunction, demonstrated by the observation of behavioral findings reminiscent of anxiolytic effects obtained in the group treated with dexamethasone (DEX ) that remain after seven days of withdrawal, despite the normalization of plasma corticosterone levels. On the other hand, for axis HHT, dexamethasone seems to exert direct late effects of axisHHT supression. Finally, the choice of dexamethasone in clinical practice requires greater caution in veterinary medicine because of its immediate and late consequences on the physiology of neuroendocrine axes and animal behavior and welfare. Keywords: Stress, adrenalectomy, dexamethasone, mice.
Stress;adrenalectomy;dexamethasone;mice
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
O trabalho possui divulgação autorizada

Contexto

CIÊNCIAS CLÍNICAS
CLÍNICA E CIRURGIA DOS ANIMAIS
ESTUDO DE ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS E ELETROCARDIOGRÁFICAS DE ANIMAIS SUBMETIDOS À MODELO DE DEPRESSÃO EXPERIMENTAL.

Banca Examinadora

EMERSON LOPES OLIVARES
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
EMERSON LOPES OLIVARES Docente - PERMANENTE
BRUNO GUIMARAES MARINHO Docente - PERMANENTE
FABIO DA SILVA DE AZEVEDO FORTES Participante Externo
WELLINGTON DA SILVA CORTES Participante Externo
ANDREA CLAUDIA FREITAS FERREIRA Participante Externo

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO - Infraestrutura 48
FUND COORD DE APERFEICOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUP - Apoio à Pós-Graduação 48

Vínculo

CLT
Outros
Profissional Autônomo
Sim