Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
ENFERMAGEM (33009015035P2)
OBESIDADE EM PACIENTES DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: CARACTERIZAÇÃO E ANÁLISE DA MORBIMORTALIDADE
FERNANDA SOUZA ANGOTTI CARRARA BAFI
DISSERTAÇÃO
25/09/2013

Introdução: A obesidade é um sério problema de saúde que vem aumentando nos últimos anos. Objetivos: Verificar a prevalência de pacientes admitidos na UTI com Índice de massa corporal (IMC) 30 kg/m²; caracterizar os pacientes segundo IMC 30 kg/m² e IMC < 30 kg/m² e comparar os grupos considerando as variáveis demográficas, clínicas, de internação e carga de trabalho de enfermagem; identificar os fatores de risco para óbito e tempo de internação na UTI dos pacientes obesos. Método: Estudo transversal, prospectivo realizado durante seis meses consecutivos, em um centro de terapia intensiva. A amostra foi constituída de pacientes > 18 anos, com o peso registrado até 24 horas depois de sua admissão na UTI. A análise descritiva foi feita por meio dos testes qui quadrado, exato de Fisher, t de Student e Mann Whitney. Pacientes com IMC 30 kg/m² foram divididos em classes e aplicaram-se os testes ANOVA e Kruskal Wallis. Para a análise dos fatores de risco para óbito e tempo de internação na UTI, foram aplicadas as regressão logística e linear múltipla. Resultados: A prevalência da obesidade na amostra de 530 pacientes foi de 19,8%, sendo mais frequente em mulheres (p=0,025). A idade média dos pacientes obesos foi de 57,8 anos, foram predominantemente cirúrgicos (62,9%) e permaneceram, em média, 6,8 dias na UTI e 20,3 dias no hospital. Não houve diferença na média do escore do Índice de Comorbidade de Charlson (IC de Charlson) entre obesos e não obesos, porém, os pacientes com IMC 30 kg/m² tinham, com maior frequência, Diabetes Mellitus (p=0,008), Hipertensão Arterial Sistêmica (p<0,001) e Dislipidemia (p=0,042). A média dos escores Simplified Acute Physiology Score (SAPS 3), Sequential Organ Failure Assessment (SOFA) de admissão, SOFA saída, carga de trabalho de enfermagem, o tempo de VPM e número de eventos adversos não revelou diferenças estatísticas. No grupo de obesos, os mórbidos eram mais jovens (p<0,001), apresentaram menor IC de Charlson (p=0,002), menor SAPS 3 (p=0,047), menor SOFA de admissão (p=0,019), menor tempo de internação na UTI (p=0,015) e no hospital (p=0,039), porém, maior carga de trabalho de enfermagem (p=0,004). A análise do aumento do IMC como fator relacionado ao óbito indica a obesidade como fator protetor (OR= 0,95; IC 95% 0,9–0,99; p=0,026). No grupo de obesos, SOFA e NAS relacionaram-se ao tempo de internação e óbito na UTI. Conclusão: A prevalência de obesidade na UTI foi de 19,8%, principalmente em mulheres. A mortalidade e morbidade não foram diferentes entre os grupos de obesos e não obesos e os fatores de risco identificados foram SOFA, carga de trabalho, tipo de paciente e duração de ventilação pulmonar mecânica.

obesidade, índice de massa corporal, unidades de terapia intensiva, carga de trabalho, cuidados de enfermagem.
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
O trabalho não possui divulgação autorizada

Contexto

ENFERMAGEM, CUIDADO E SAÚDE
CUIDADO CLÍNICO DE ENFERMAGEM E SAÚDE (CCDES)
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Banca Examinadora

IVETH YAMAGUCHI WHITAKER
Não
Nome Categoria
REGINA MARCIA CARDOSO DE SOUSA Participante Externo
FLAVIA RIBEIRO MACHADO Participante Externo
MAVILDE DA LUZ GONCALVES PEDREIRA Docente

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
FUND COORD DE APERFEICOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUP - Programa de Demanda Social 24

Vínculo

CLT
Instituição de Ensino e Pesquisa
Ensino e Pesquisa
Não