Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
CIÊNCIA ANIMAL (52001016014P8)
PERFIL PROTEICO DA HEMOLINFA DE LARVAS DE Musca domestica INFECTADAS COM Metarhizium robertsii IP 146
FABRICIO MOREIRA ALVES
DISSERTAÇÃO
25/04/2018

Os fungos entomopatogênicos infectam artrópodes através de conídios especializados que se fixam para germinar e penetrar a cutícula. Os blastosporos se multiplicam na hemocele do hospedeiro, e a morte deste ocorre geralmente dentro de alguns dias. Pouco se sabe quais são os impactos da infecção para o sistema imunológico de larvas de Musca domestica. Neste sentido, o presente trabalho teve por objetivo avaliar a resposta imunológica de larvas de terceiro estádio (L3) infectadas com Metarhizium robertsii IP 146. Foram utilizadas 900 L3 divididas em nove potes plásticos, sendo três potes para o grupo controle e seis potes para os grupos tratamento. Nos grupos tratamento foram aplicados em papel filtro 1 ml de suspensão de conídios ou blastosporos ajustadas a 1,0 × 108 propágulos ml-1 de M. robertsii. A coleta da hemolinfa dos grupos controle e tratamento foram realizadas 24, 48 e 72 h após o tratamento. Após a coleta, as amostras de hemolinfa foram centrifugadas à 500 rpm por 3 minutos para a separação do plasma e dos hemócitos. Em placas de Petri contendo meio CTC foram semeados conídios ou blastoporos de IP 146 e colocados discos de papel filtro embebidos com plasma dos diferentes grupos tratamento. Dois dias após a aplicação do fungo sobre o meio CTC, foi avaliada a formação de halo de inibição de crescimento fúngico. Para a quantificação de proteínas totais e a avalição do perfil proteico do plasma da hemolinfa foi utilizado o método Biureto e eletroforese em gel de poliacrilamida, respectivamente. Os hemócitos totais foram contados em hematocitometro. Esfregaços em lâminas de vidro de hemócitos foram corados por Giemsa para a contagem diferencial de células. Os resultados revelaram o aumento na número total de hemócitos no grupo de larvas tratadas com conídios nos tempos de 48 e 72 horas pós-tratamento. Na contagem relativa das populações celulares, houve o aumento de prohemócitos e plasmatócitos em ambos os tratamentos. Nos géis SDSPAGE foram detectadas a presença de diferentes perfis de proteínas para os grupos controle e tratamento. Os grupos controle, blastoporos e conídios que tiveram a coleta realizada 24 horas pós-tratamento foi demonstrada a presença de sete, oito e 10 bandas, respectivamente. No tempo de 48 horas, no grupo controle, foram reveladas sete bandas e nos grupos blastoporos e conídios ambos revelaram oito bandas. Ao contrário dos outros momentos de coleta, no tempo de 72 horas o grupo tratado com blastosporos foi o que demonstrou menor número de bandas com seis bandas no total, e os grupos controle e tratamento com conídios revelaram ambos sete bandas cada. A banda de 68 kDa apresentou maior quantidade de proteínas em todos os grupos e independentemente do tempo de coleta da hemolinfa pós-tratamento, com média de 22 µg. Tanto para a quantificação da concentração média de proteínas presentes na hemolinfa, quanto para o volume calibrado das bandas não apresentaram diferença estatística entre os grupos controle, conídios e blastoporos para os diferentes tempos de coleta. Não houve a formação de halo de inibição no teste de atividade antifúngica do plasma da hemolinfa. Ambas os propágulos de M. robertsii induzem resposta imunológica em M. domestica, porem a infecção por conídios ocasiona maior resposta imune no hospedeiro.

mosca doméstica;controle microbiano;eletroforese;hemolinfa;hemócitos.
Entomopathogenic fungi infect arthropods with specialized conidia that germinate and penetrate the cuticle. The penetrating fungus multiplies in host hemocoel and the death of the host usually occurs within a few days. Little is known about how fungal infection effect the immune system of M. domestica larvae. Therefore, this study aims to evaluate the immunological response of L3 larvae infected with Metarhizium robertsii IP 146. Nine hundred L3 larvae were divided into nine plastics pots: three for control group and six for treatment groups. In the treatment group, 1 ml of conidial suspension or blastospores adjusted to 1.0 × 108 ml -1 propagules of M. robertsii were applied in filter paper. Samples of hemolymph were collected 24, 48 and 72 h after treatment. In Petri dishes containing CTC medium, conidia or blastopores of IP 146 were spread out on the medium, and 10 µl of plasma of different treatment groups was inoculated in filter paper dish. Two days after application of the fungus on the medium, the formation of the halo of fungal growth inhibition was evaluated. The Biuret Method and polyacrylamide gel electrophoresis were used for quantification of total proteins and evaluation of the plasma protein profile of hemolymph, respectively. Total hemocytes were counted in a hematocytometre. Glass slides with total hemolymph were stained by Giemsa for the differential cell count by morphological characteristics. The results revealed an increase in the total hemocyte count in the group of conidia treated larvae at 48 and 72 hours after treatment. In SDS-PAGE gel revealed the presence of different protein profiles in the treatment groups. Control groups, and the groups treated with blastopores or conidia that had hemolymph collected 24 h post-treatment had seven, eight and 10 bands, respectively. At the time of 48 h, plasma from the control group revealed seven bands, and in the groups treated with blastopores or conidia both revealed eight bands. In contrast,, at 72 h the group treated with blastospores was the one that presented the lowest number of bands, six bands in total; the control group and the group treated with conidia revealed both seven bands each. The 68 kDa band presented the highest quantity of protein in all groups, and independently of the time of collection of hemolymph, had an average of 22 μg. Both quantification of proteins concentration in the hemolymph and the calibrated volume of the bands did not differ statistically among the control groups and the groups treated with conidia or blastopores. No inhibition halo formation was seen in the hemolymph plasma antifungal activity test. Both M. robertsii propagules induce immune response in M. domestica, but conidia infection caused a greater immune response in the host than blastospores.
House fly;microbial control;electrophoresis;hemolymph;hemocytes.
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
O trabalho não possui divulgação autorizada

Contexto

Saúde Animal, Tecnologia e Segurança de alimentos
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Banca Examinadora

EVERTON KORT KAMP FERNANDES
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
WOLF CHRISTIAN LUZ Participante Externo
LUIZ FERNANDO NUNES ROCHA Participante Externo

Vínculo

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Não