Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
ENFERMAGEM (33009015035P2)
EFICÁCIA DA REDUÇÃO NO TEMPO DE IMOBILIZAÇÃO NO LEITO EM PACIENTES COM SÍNDROME CORONARIANA AGUDA APÓS ANGIOPLASTIA CORONARIANA:ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
VINICIUS BATISTA SANTOS
TESE
22/02/2018

Introdução: A angioplastia transluminal coronariana (ATC) éo tratamento realizado em pacientes com doença arterial coronariana especialmente nos pacientes com Síndrome Coronariana Aguda (SCA). Um dos cuidados de enfermagem nesses pacientes após a realização deste tratamento é a manutenção dos mesmos imobilizados em posição supina por um período médio de quatro horas após a retirada do introdutor em artéria femoral. Este cuidado tem a finalidade de prevenir complicações vasculares, porém este tempo de imobilidade pode ocasionar desconfortos (dorsalgia, lombalgia, parestesia e dificuldade de micção) e maior necessidade de uso de drogas analgésicas. Não existe consenso sobre qual o tempo ideal os pacientes com SCA submetidos a ATC pela artéria femoral devem permanecer em imobilidade no leito. Objetivo: Avaliar a eficácia da redução do tempo de imobilidade no leito de quatro para duas horas após retirada do introdutor em artéria femoral em pacientes com SCA submetidos à ATC. Método: Trata-se de um ensaio clínico randomizado, sendo incluídos pacientes com SCA submetidos àATC por artéria femoral, sendo randomizados por um sistema eletrônico para dois grupos, sendo que o grupo intervenção foi submetido à imobilização no leito em posição supina por duas horas após a retirada do introdutor em artéria femoral e o grupo controle foi submetido à imobilização no leito em posição supina por quatro horas após a retirada do introdutor em artéria femoral. Foram considerados desfechos primários as queixas de dor e necessidade de uso de drogas analgésicas durante o tempo de imobilização e os desfechos secundários, as queixas de parestesia, retenção urinária e complicações vasculares (hematomas, sangramento no local da punção femoral, hematomas retroperitoneais, fístula arteriovenosa e oclusão arterial aguda). Os desfechos primários foram avaliados imediatamente após a liberação do período de imobilização no leito e os desfechos secundários foram avaliados nos intervalos de seis, 12 e 24 horas após a liberação do período de imobilização no leito por uma equipe de avaliadoras treinadas. Os dados coletados foram submetidos à estatística descritiva e comparativa por meio de testes de associação, sendo considerados estatisticamente significativos quando o valor do p fosse menor que 0,05. Resultados: Foram selecionados 150 pacientes sendo que 94% tinham como diagnóstico médico o IAM com supradesnível do segmento ST, seguido de 4% de Angina Instável e 2% de IAM sem supradesnível do segmento ST, sendo randomizados 75 pacientes para o grupo intervenção e 75 pacientes para o grupo controle. Não foram observadas diferenças significativas em relação às características sociodemográficas, clínicas e em relação ao procedimento da ATC e da retirada do introdutor arterial nas análises comparativas entre os grupos na primeira avaliação, exceto pela presença da hipertensão arterial que foi maior no grupo controle (p= 0,02). Na análise dos desfechos primários foi observado que o grupo intervenção apresentou maior prevalência na queixa de dor (p= 0,48) e maior intensidade dolorosa (p= 0,59), contudo o grupo controle apresentou maior frequência no uso de medicações analgésicas (p= 0,38). Em relação aos desfechos secundários houve maior frequência de retenção urinária (p=0,61), hematomas (p= 0,07) e parestesia no grupo intervenção. No grupo controle houve maior frequência de sangramentos no local da punção femoral (p= 0,44) e pseudoaneurisma em artéria femoral. Conclusão: Não foram obtidas diferenças significativas nas análises comparativas entre os grupos no que diz respeito aos desfechos primários e secundários, demonstrando que a redução no tempo de imobilidade no leito por mais que não tenha reduzido as queixas de dor, a necessidade de uso de analgésicos, parestesia e retenção urinária não aumentou a frequência de complicações vasculares e as demais nesses pacientes. Neste sentido, a implementação desses resultados na prática clínica do enfermeiro deverá ser feita de forma individualizada para cada paciente principalmente naqueles que após duas horas de imobilidade no leito apresentam grandes desconfortos.

Síndrome Coronariana Aguda;Angioplastia Transluminal Percutânea Coronária;Repouso em Cama;Cuidados de Enfermagem;Ensaio Clínico.
Introduction: Percutaneous Coronary Intervention (PCI) is the treatment performed in patients with coronary artery disease, especially in patients with Acute Coronary Syndrome (ACS). The nursing care in these patients after performing this treatment is the maintenance of the supine position for an average period of four hours after removal of femoral artery sheath. This care has the purpose of preventing vascular complications, but this immobility time may cause discomfort (back pain, low back pain, paresthesia and difficulty in urination) and greater need for analgesic drugs, but there is no consensus concerning the ideal time of immobility in ACS patients who underwent PCI by the femoral artery. Objective: To evaluate the efficacy of reduction in the immobility time in bed from four to two hours after sheath removal of the femoral artery in patients with ACS undergoing PCI. Method: This was a randomized clinical trial, including patients with ACS who underwent PCI through femoral artery, being randomized by an electronic system for two groups: the intervention group was submitted to immobilization in bed in supine position for two hours after the removal of femoral artery sheath and the control group was submitted to immobilization in supine position for four hours after the removal the femoral artery sheath. The primary outcomeswere complaints of pain and need for analgesic drugs during the time of immobilization and secondary outcomes, complaints of paresthesia, urinary retention and vascular complications (hematomas, bleeding at the femoral puncture site, retroperitoneal hematomas, arteriovenous fistula and acute arterial occlusion). Primary outcomes were assessed immediately after the release of the immobilization period in bed and secondary outcomes were assessed at the six, 12 and 24-hour intervals after the release of the bed rest period by a team of trained evaluators. The data collected were submitted to descriptive and comparative statistics through association tests, and were considered statistically significant when the p value was less than 0.05.Results: A total of 150 patients were selected, of whom 94% had ST segment elevation AMI, followed by 4% with Unstable Angina and 2% with non-ST elevation AMI, and 75 patients were randomly assigned to the intervention group and 75 patients for the control group. No significantdifferences were observed in the socio-demographic and clinical characteristics and in relation to the PCI procedure and the removal of femoral artery sheath in the comparative analyzes between the groups on the first evaluation, except for the presence of hypertension that was higher in the control group (p =0,02). In the analysis of the primary outcomes, it was observed that the intervention group had a higher prevalence of pain (p= 0,48) and greater pain intensity (p=0,59), however the control group presented a higher frequency of analgesic medications use (p= 0,38). In relation to secondary outcomes, there was a higher frequency of urinary retention (p = 0.61), hematomas (p = 0.07) and paresthesia on intervention group. In the control group, there was ahigher frequency of bleeding at the femoral puncture site (p=0.44) and of femoral artery pseudoaneurysm. Conclusion: No significant differences were found in the comparative analyzes between the groups regarding the primary and secondary outcomes, showingthat the reduction in the time of immobility in bed after sheath removal has not reduced pain complaints, the need for analgesics, paresthesia and urinary retention and has not increased the frequency of vascular and other complications. In this sense, the implementation of these results in the clinical practice of the nurse should be performed in an individualized way for each patient, especially in those patients who after two hours of immobility in bed present great discomforts.
Acute Coronary Syndrome;Percutaneous Coronary Transluminal Angioplasty;Bed Rest;Nursing Care;Clinical Trial.
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201
PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
O trabalho não possui divulgação autorizada

Contexto

ENFERMAGEM, CUIDADO E SAÚDE
FUNDAMENTOS, MÉTODOS, PROCESSOS E TECNOLOGIAS EM ENFERMAGEM E SAÚDE (FMPTES)
-

Banca Examinadora

ALBA LUCIA BOTTURA LEITE DE BARROS
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
RITA DE CASSIA GENGO E SILVA Participante Externo
VILANICE ALVES DE ARAUJO PUSCHEL Participante Externo
IRAN GONCALVES JUNIOR Participante Externo
ARIANE FERREIRA MACHADO AVELAR Docente - PERMANENTE

Vínculo

CLT
Instituição de Ensino e Pesquisa
Ensino e Pesquisa
Não