Brasil

Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Ciências e Biotecnologia (31003010079P0)
INTERFERÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO CRÔNICA DA VITAMINA D ATIVA NO MODELO DE INFLAMAÇÃO INTESTINAL ANTÍGENO ESPECÍFICA
KARLA CRISTINA PEPE DE FREITAS
DISSERTAÇÃO
26/02/2014

A resposta imunológica a proteínas alimentares no duodeno geralmente resulta em tolerância que só é caracterizada pela hiperativade local com produção de IgA e citocina não inflamatórias, concomitante com hiporesponsividade sistêmica com baixa produção de IgG e IgE específica. No entanto, proteínas rotineiramente toleradas podem por vezes ser interpretadas como agressivas e induzir respostas inflamatórias locais. Para modificar este perfil inflamatório é crescente a utilização de nutrientes imunomoduladores, proporcionando uma melhora na qualidade de vida dos pacientes, como a Vitamina D. Para avaliar o papel da vitamina D no perfil inflamatório, a vitamina foi administrada por via subcutânea em camundongos machos C57BL/6 (n=8) que foram submetidos ao protocolo de indução a alergia que consiste na imunização com 100µg de proteína de amendoim. Os grupos sensibilizados recebem por 30 dias uma dieta desafio contendo a semente de amendoim (inflamados - I) enquanto o grupo controle negativo recebe ração comercial (controles - C). Os animais foram divididos em Controle Negativo, Positivo, Óleo e Grupos Sensibilizados 75ng, 150ng e 300ng de vitamina D. Durante o protocolo experimental os grupos sensibilizados e controle negativo tiveram a administração crônica da vitamina D, enquanto o controle positivo não teve contato com o suplemente. O controle do veículo entrou em contato apenas com óleo de amendoim. Após a realização do experimento verificamos que a vitamina D não interferiu no peso corporal dos grupos sensibilizados se mantendo similar aos grupos controles C(-) e C(+) durante a etapa de Desafio Oral, período que os animais recebem a proteína alergênica como alimento exclusivo, neste caso o amendoim. Durante o mesmo período foi mensurado o consumo alimentar, e os resultados mostram um consumo semelhante entre os grupos experimentais e os grupos controles. Os grupos sensibilizados com o extrato proteico de amendoim (C(+) 5,70 ± 0,33) apresentaram títulos de IgG total maiores quando comparados com o grupo controle negativo (C(-)(0,64 ± 0,21), (p<0,01). A administração contínua de vitamina D durante o protocolo experimental pode ter modificado o padrão de títulos de IgG total após a inoculação secundária da proteína antigênica e após o Desafio Oral. Além disso, a solução de vitamina D não interferiu nos valores de TGO e TGP na avaliação hepática dos grupos.Os resultados obtidos na Citometria de Fluxo demonstram que a Vitamina D aparentemente possui um efeito modulatório sobre as subpopulações de células T regulatórias quando os grupos tratados foram comparados com o grupo Controle Positivo.

Vitamina D;Alergia Alimentar;Mucosa intestinal
The immune response to food proteins in the small intestine, usually results in tolerance, which is characterized by local hyperactivity with the production of IgA and noninflammatory cytokines, concomitant with low systemic responsiveness IgG production and specific IgE. However, proteins routinely tolerated can sometimes induce local inflammatory responses. There is growing attention in the use of immunomodulatory nutrients to modify this inflammatory profile, providing an improvement in the quality of life for patients. Thus or aim was to evaluate the role of vitamin D in the inflammatory profile. Male C57BL/6 mice (n = 8) were subcutaneously administered with vitamin D while being submitted to allergy induction protocol that consisted in the immunized with 100&#956;g of peanut protein. The sensitized groups received a 30-day raw-peanut-challenge-diet (inflamed - I) while the negative control group received mouse chow (controls - C). The animals were divided into negative and positive controls and sensitized groups. During the experimental protocol sensitized and control groups received chronic administration of 75ng, 150ng or 300ng of vitamin D. Our results show that vitamin D protected from the expected weight loss of the body weight in sensitized/inflamed groups during the challenge diet period which remained similar to the negative control group, C(-), when the animals receive the allergenic protein (peanuts) as the exclusive food. During the same period food consumption was also measured, without significant differences between control and experimental groups. With regard to serology the sensitized groups (C(+) 5,70 ± 0,33) presented higher IgG titers when compared to negative control group (C(-)(0,64 ± 0,21), (p<0,01) with no significant difference between immunized groups. In conclusion, the chronic administration of vitamin D during the experimental period can modify the pattern of total IgG titers after inoculation secondary antigenic protein and peanut during post oral challenge. Furthermore, the solution with vitamin D did not affect the TGO/AST and TGP/ALT values. The results for flow cytometry showed that Vitamin D apparently has a modulatory effect on subpopulation of regulatory T cells when the treated groups were compared to the positive control group.
Vitamin D;food allergy;Intestinal Mucosa.
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

Contexto

CIÊNCIAS E BIOTECNOLOGIA - INTERAÇÕES MOLECULARES, CELULARES E SISTÊMICAS
ANÁLISE MOLECULAR, CELULAR E/OU SISTÊMICA DE PROCESSOS BIOLÓGICOS E BIOTECNOLÓGICOS
ALERGIA ALIMENTAR - IMUNOLOGIA GASTRINTESTINAL

Banca Examinadora

GERLINDE AGATE PLATAIS BRASIL TEIXEIRA
Sim
Nome Categoria
MAURICIO AFONSO VERICIMO Participante Externo
PATRICIA RIBEIRO PEREIRA Participante Externo
ISRAEL FIGUEIREDO JUNIOR Participante Externo
JUSSARA MACHADO LAGROTA CANDIDO Docente

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE - Programas de Fomento a Pesquisa 12

Vínculo

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Não