Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
TECNOLOGIAS E ATENÇÃO À SAÚDE (33009015074P8)
Relação entre as comorbidades visuais, distúrbios do sono e funcionalidade em idosos longevos independentes
AMANDA CAROLINA SOUZA DE ALBUQUERQUE
DISSERTAÇÃO
29/10/2015

Objetivo: Analisar a relação entre as comorbidades visuais, distúrbios do sono e funcionalidade em uma população de idosos independentes com 80 anos ou mais de idade. Métodos: Avaliamos 118 idosos independentes, com 80 ou mais anos de idade, residentes na comunidade, entre março de 2012 a dezembro de 2013. Aplicamos os questionários Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh e Escala de Sonolência de Epworth. Para avaliação das comorbidades visuais utilizamos o relato do idoso, teste de Snellen e registros no prontuário. A funcionalidade foi medida através do Índice de Lawton que aborda as atividades instrumentais de vida diária e classifica o idoso quanto ao grau de independência ou dependência. Resultados: Dos 118 idosos avaliados foram encontrados 64 (54,2%) idosos com má qualidade do sono e 16 (13,5%) com sonolência diurna excessiva. Entre os 64 idosos com má qualidade de sono, 84,8% relatavam autopercepção do sono boa/muito boa. Dentre os entrevistados, 96 (81,4%) eram portadores de hipertensão, 37 (31,4%) Diabetes Mellitus, 57 (48,3%) osteoartrite, 42 (35,6%) hipotireoidismo, 64 (54,2%) osteoporose e 64 (54,2%) com dislipidemia. Não observamos diferenças quando comparamos as comorbidades catarata, glaucoma, cegueira, degeneração macular relacionada à idade com sonolência excessiva diurna ou má qualidade do sono. Quando comparamos os graus de dependência para as Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs) e a presença de catarata nos indivíduos avaliados, observamos que 21,7% deles apresentavam dependência grave para AIVDs versus 8,6% em não portadores (p = 0,031). Conclusão: Idosos acometidos por catarata apresentaram maior dependência para AIVDs do que os não portadores dessa comorbidade visual. Não observamos associação entre sonolência diurna excessiva ou qualidade do sono e a presença de catarata, glaucoma, cegueira ou degeneração macular relacionada à idade.

longevos; sonolência diurna; qualidade do sono; comprometimento visual; funcionalidade
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
O trabalho possui divulgação autorizada

Contexto

PROMOÇÃO DA SAÚDE
SAÚDE DO ADULTO E DO IDOSO
ENVELHECIMENTO COM QUALIDADE DE VIDA

Banca Examinadora

MAYSA SEABRA CENDOROGLO
DOCENTE - PERMANENTE
Não
Nome Categoria
MARCELA COLUSSI CYPEL YOKOTA Participante Externo
NAIRA DE FATIMA DUTRA LEMOS Docente - PERMANENTE
ROGERIO SANTOS DA SILVA Participante Externo

Vínculo

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Não

Produções Intelectuais Associadas

Não existem produções associadas ao trabalho de conclusão.