Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
TECNOLOGIAS E ATENÇÃO À SAÚDE (33009015074P8)
AVALIAÇÃO DA FUNCIONALIDADE DOS IDOSOS UM MÊS APÓS FRATURA DE FÊMUR PROXIMAL E VARIÁVEIS ASSOCIADAS
MARIANA DE CARVALHO DA SILVA
DISSERTAÇÃO
30/09/2015

INTRODUÇÃO: As fraturas de fêmur proximal por fragilidade são resultantes de um trauma de baixo impacto e são consideradas uma das complicações mais graves da osteoporose no idoso. A associação com elevados índices de morbidade e mortalidade faz, destas fraturas, um preocupante problema de saúde pública. Poucos estudos avaliaram as repercussões da fratura de fêmur em idosos no primeiro mês após a alta hospitalar. Este estudo analisou a dimensão desta problemática na enfermaria de ortopedia do Hospital São Paulo, avaliando a mortalidade e a funcionalidade antes, durante internação e após um mês da alta hospitalar de pacientes idosos que sofreram fratura de fêmur osteoporótica. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo longitudinal, exploratório e descritivo dos pacientes com diagnóstico de fratura de fêmur proximal osteoporótica ,com idade igual ou superior a 60 anos, internados na enfermaria de ortopedia do Hospital São Paulo entre agosto e dezembro de 2014. A coleta de dados foi feita por meio de entrevista com paciente e/ou responsável, dados do prontuário e informações colhidas por telefone um mês após a alta hospitalar. A análise estatística foi efetuada através dos testes estatísticos: t-Student, ANOVA, correlação de Pearson e General Linear Model. O nível de significância foi estabelecido como 0,05 ou 5%. RESULTADOS: Foram avaliados 30 indivíduos, dos quais 80% (24) eram do sexo feminino. A média de idade foi de 82,63 anos +/- 7,68 anos DP. A intervenção cirúrgica foi opção terapêutica em 93% (28) dos pacientes. A mortalidade intra-hospitalar foi de 10% (3). A duração média da internação foi de 9,9 dias +/- 4,79 DP. A institucionalização após a alta hospitalar ocorreu em 17,4% (4) dos casos. Após um mês da alta hospitalar, 17,4% (4) tinham falecido, totalizando 7 (23%) durante o período total do estudo. Anteriormente à fratura, 83% (25) dos pacientes eram independentes para atividades básicas de vida diária (ABVD) e um mês após a alta, somente 1 (4,3%) paciente conseguiu deambular de forma independente. Demência, delirium, dependência funcional e desidratação tiveram impacto negativo na reabilitação dos idosos no presente estudo. CONCLUSÃO: A fratura de fêmur proximal representa uma causa importante de internação na ortopedia no hospital estudado. O risco de fraturas aumenta com a idade sendo ainda mais prevalente em mulheres. Existe uma elevada mortalidade intra-hospitalar associada a esse tipo de fratura assim como no pós-operatório imediato. A influência negativa destas fraturas é comprovada por uma elevada mortalidade e uma perda funcional significativa no mês seguinte à fratura.

1. Idoso. 2. Fratura de quadril. 3. Medida de independência funcional. I. Título
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
O trabalho possui divulgação autorizada

Contexto

PROMOÇÃO DA SAÚDE
SAÚDE DO ADULTO E DO IDOSO
ENVELHECIMENTO COM QUALIDADE DE VIDA

Banca Examinadora

NAIRA DE FATIMA DUTRA LEMOS
DOCENTE - PERMANENTE
Não
Nome Categoria
GUSTAVO GONCALVES ARLIANI Participante Externo
FANIA CRISTINA DOS SANTOS Docente - PERMANENTE
JULIANA MARIA GAZZOLA Participante Externo
TIAGO DA SILVA ALEXANDRE Participante Externo

Vínculo

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Não

Produções Intelectuais Associadas

Não existem produções associadas ao trabalho de conclusão.