Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
CIÊNCIA ANIMAL (40002012009P7)
ISOLAMENTO E CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DE VÍRUS INFLUENZA A EQUINO (H3N8) E SUÍNO (H3N2) DETECTADOS NO BRASIL.
EDSEL ALVES BEUTTEMMULLER
TESE
09/07/2015

O vírus influenza A (IAV) é capaz de infectar mamíferos e aves, constituindo-se em um risco para a produção animal e para a saúde publica. Devido a ocorrência de mutações pontuais (antigenic drift) e ressortimentos (antigenic shift), o escape imunológico de cepas emergentes é um fenômeno frequente, de modo que a imunidade previamente estabelecida em uma população pode tornar-se ineficiente contra uma nova cepa circulante. Pelo mesmo motivo, ocasionalmente o IAV pode estabelecer novas linhagens virais por meio da transmissão interespécies. O potencial epidêmico e pandêmico do IAV é um risco constante que demanda vigilância epidemiológica e caracterização molecular e antigênica das cepas circulantes. O objetivo deste estudo foi realizar análises filogenéticas e caracterização antigênica do vírus da influenza H3N8 isolado de equinos durante o surto que atingiu o Brasil e a América do Sul em 2012. Também foi realizado o isolamento e caracterização molecular de um IAV do subtipo H3N2 detectado em suínos. No primeiro estudo foi realizado o sequenciamento do genoma completo, a análise filogenética e caracterização antigênica dos vírus isolados em diferentes regiões do Brasil. A análise filogenética da hemaglutinina (HA) e da neuraminidase (NA) mostrou que o isolado pertencia à clade 1 da sublinhagem Florida, agrupando-se com isolados contemporâneos provenientes dos EUA, o que sugere uma possível origem para o vírus detectado durante o surto. As sequências de aminoácidos da HA e NA foram comparadas com a cepa vacinal recomendada pela OIE (Ohio/03 or South Africa/03 ???), com uma vacina contendo a cepa Kentucky/97, com sequências gênicas de vírus H3N8 contemporâneos da América do Sul e EUA. Mudanças consistentes de aminoácidos foram observadas na região HA1 das sequências obtidas de vírus H3N8 contemporâneos. A análise antigênica realizada por inibição da hemaglutinação utilizando antisoros de furões convalescentes contra representantes das linhagens e sublinhagens Europeia, Kentucky e Flórida (clades 1 e 2) mostrou que o isolado brasileiro foi reconhecido por soros produzido contra o vírus Florida clade 1, sem diferenças entre o isolado e a cepa recomendada pela OIE. No segundo estudo, o vírus da influenza suína H3N2 foi isolado em amostras de pulmão de leitões provenientes de um surto de doença respiratória. O isolamento foi realizado em cultura de células MDCK e a caracterização molecular do isolado mostrou um ressortimento de HA e NA semelhante a vírus H3N2 humanos de 1996-1997, e genes internos do H1N1 pandêmico. Na análise filogenética o isolado não agrupou com qualquer cluster de H3.

Influenza A. Surto. Genoma. Equino. Suíno. Brasil.
The influenza A virus (IAV) is able to infect mammals and birds, presenting risks for animal production and public health. Due to occurrence of punctual mutations (antigenic drift) and reassortments (antigenic shift), the immune escape of emerging strains is a frequent phenomenon, so that the previously established immunity in a population may become ineffective against novel circulating strains. For the same reasons, the IAV may establish new viral lineages by interspecies transmission. The epidemic and pandemic potential of IAV is a constant risk demanding epidemiological surveillance with molecular and antigenic characterization of circulating strains. The aim of this study was to perform phylogenetic analysis and antigenic characterization of equine influenza virus (EIV) H3N8 isolated during an outbreak which spread throughout Brazil and South America in 2012. It was also performed the isolation and molecular characterization of a swine IAV subtype H3N2.In the first study the whole genome sequence, phylogenetic analysis and antigenic characterization were performed in EIV strain that was isolated from different regions of Brazil. Hemagglutinin (HA) and neuraminidase (NA) phylogenetic analysis showed the isolate belonged to Florida clade 1 and clustered with contemporary isolates from USA, suggesting a possible origin for the virus of the outbreak. The amino acid sequences for HA and NA were compared against the OIE recommended vaccine strain, a vaccine with Kentucky/97 strain as antigen, and contemporary sequences from South America and USA. Consistent amino acid changes were observed in the HA1 region of contemporary sequences. The antigenic analysis by haemagglutination inhibition assay using ferret convalescent antisera raised against representatives of European, Kentucky and Florida (clades 1 and 2) lineage and sublineages, showed the Brazilian isolate was recognized by sera raised against Florida clade 1 viruses, without differences between the isolate and the OIE recommended strain. In the second study, a swine influenza virus (SIV) H3N2 was isolated of pulmonary samples of piglets from an outbreak of respiratory disease. The isolation was done in MDCK cell culture, and the molecular characterization of the isolate showed a reassortment with HA and NA similar to human H3N2 viruses from 1996 to 1997, and internal genes from the pandemic H1N1. The phylogenetic analysis showed the isolate not grouped with any cluster of H3.
Influenza A. Outbreak. Genome. Equine. Swine. Brazil.
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
O trabalho possui divulgação autorizada

Contexto

SANIDADE ANIMAL
5.DIAGNÓSTICO, EPIDEMIOLOGIA E CONTROLE DE DOENÇAS DE IMPORTÂNCIA EM SANIDADE ANIMAL.
Doenças virais em equídeos no Estado do Paraná

Banca Examinadora

AMAURI ALCINDO ALFIERI
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
ZELIA INES PORTELA LOBATO Participante Externo
REJANE SCHAEFER Participante Externo
LAURIVAL ANTONIO VILAS BOAS Participante Externo
SELWYN ARLINGTON HEADLEY Participante Externo

Vínculo

CLT
Instituição de Ensino e Pesquisa
Ensino e Pesquisa
Sim