Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
CIÊNCIAS SOCIAIS EM DESENVOLVIMENTO, AGRICULTURA E SOCIEDADE (31002013007P9)
Segurança alimentar na China: oportunidades e impactos para o Brasil
LUCIANA GAMA MUNIZ
DISSERTAÇÃO
24/09/2015

As reformas econômicas iniciadas por Deng Xiaoping, na China, a partir de 1978, em direção a uma economia de mercado, alavancaram os processos de urbanização e industrialização, e alteraram o nível da renda, o padrão de consumo e a dieta alimentar dos chineses. À luz dessas reformas o presente trabalho abordará o desafio da China para alimentar cerca de 20% da população mundial, dentro de um território com sérias limitações de recursos naturais, como água e terra. Embora seja um grande produtor de alimentos e exportador de algumas commodities agroalimentares, o país aumentou exponencialmente a importação de produtos agrícolas nas últimas décadas e o comércio internacional tem ocupado cada vez mais um peso relevante para a segurança alimentar da China. No entanto, ao levarmos em consideração os riscos e incertezas do comércio internacional, torna-se uma questão central da política da China a necessidade de elaboração de estratégias que venham a contribuir para a garantia de um controle maior de recursos a nível global e assegurar a sua segurança alimentar. Dessa forma, o governo chinês vem expandindo os seus investimentos agrícolas no exterior e ampliando cada vez mais a sua integração as cadeias globais de valor do agronegócio. De acordo com esse contexto, este estudo pretende contribuir para ampliar o nível de entendimento sobre a dinâmica política e econômica da China, com foco em suas estratégias de segurança alimentar, de modo a tornar inteligível a sua participação no comércio internacional de commodities agroalimentares. A partir de um breve resgate histórico sobre a evolução da agricultura chinesa, será investigado o conceito de segurança alimentar no país asiático, bem como as mudanças no padrão do consumo alimentar chinês. Dentro de um arcabouço institucional definido pelo livre comércio, desregulação e minimização do papel intervencionista do Estado, a China se tornou uma potência econômica global e um importante ator no comércio internacional de commodities agroalimentares e o principal parceiro econômico do Brasil. Dessa forma, o estudo pretende analisar a evolução do comércio sino-brasileiro, em especial os produtos agroalimentares, considerando os aspectos mais relevantes desta relação, com destaque para as oportunidades e os impactos políticos, econômicos, sociais e ambientais para o Brasil

China. Brasil. Segurança alimentar. Commodities agroalimentares. Comércio internacional.
China's economic reforms, initiated by Deng Xiaoping in 1978, towards a market economy, boosted the urbanization and industrialization processes, changing Chinese population characteristics such as income, consumption pattern and diet. China has a great challenge of feeding about 20% of the population within a territory with serious shortfall of natural resources, like water and land. Although it's large capacity of food production, including exports of some agri-food commodities, the country increased, exponentially, it's agricultural products imports in recent decades and international trade occupied an increasingly large share to China's food security. However, when we take into account the risks and uncertainties of international trade, the need to have strategies that will contribute to ensure a greater control of global resources and its food security, becomes a central issue of China's policy. Thus, the Chinese government has been expanding their agricultural investments abroad and increasingly expanding their integration into global value chains of agribusiness. This study intends to contribute to the understanding of political and economic dynamics of China, focusing on its food security strategies, in order to make intelligible the country's participation in international trade in agri-food commodities. Based on a brief historical review of the evolution of Chinese agriculture, the concept of food security to China will be investigated, as well as the recent changes on Chinese food consumption patterns. Within an institutional framework defined by free trade, deregulation and reduction of the State's interventionist role, China has become a global economic power and a major player in agri-food commodities international trade, besides the main commercial Brazilian partner. Thus, the study aims to analyze the evolution of Sino-Brazilian trade, especially food products, considering the relevant aspects of this relationship, with highlights about the opportunities and the impacts for political, economic, social and environmental scenario in Brazil.
China. Brazil. Food security. Agri-food Commodities. International trade.
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
O trabalho possui divulgação autorizada

Contexto

DESENVOLVIMENTO, AGRICULTURA E SOCIEDADE
POLÍTICAS PÚBLICAS, ESTADO E ATORES SOCIAIS
Fortalecendo o papel do Brasil nos espaços internacionais para uma agenda global pelo direito humano à alimentação e a erradicação da fome

Banca Examinadora

JOHN WILKINSON
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
ANA CELIA CASTRO Participante Externo
JOHN WILKINSON Docente - PERMANENTE
GEORGES GERARD FLEXOR Docente - COLABORADOR

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
CONS NAC DE DESENVOLVIMENTO CIENTIFICO E TECNOLOGICO - Bolsa de Mestrado no País GM 24

Vínculo

Colaborador
Instituição de Ensino e Pesquisa
Outros
Sim