Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA APLICADAS (31003010058P2)
CARACTERIZAÇÃO FENOTÍPICA E GENOTÍPICA DE AMOSTRAS DE ESTREPTOCOCOS BETA-HEMOLÍTICOS DOS GRUPOS C E G ISOLADAS DE HUMANOS
JOSE PAULO DE SOUZA JUNIOR
DISSERTAÇÃO
27/03/2015

Os estreptococos beta-hemolíticos dos grupos C e G de Lancefield, em particular, Streptococcus dysgalactiae subsp. equisimilis (SDSE) e os estreptococos do grupo Streptococcus anginosus, são frequentemente isolados de amostras clínicas humanas. É notória a semelhança entre SDSE e Streptococcus pyogenes, no que diz respeito às manifestações clínicas e à presença de fatores de virulência, entre estes, a proteína M, considerada o mais importante fator de virulência e marcador epidemiológico de tais infecções. Com a significativa incidência de infecções causadas por esses microrganismos em todo o mundo, há também, paralelamente, um aumento no número de amostras resistentes aos antimicrobianos, em especial aos macrolídeos. Neste estudo, estreptococos beta-hemolíticos dos grupos C e G isolados no período de 2008 a 2013 de residentes da região metropolitana do Rio de Janeiro, foram identificados ao nível de espécie e submetidos ao teste de susceptibilidade aos antimicrobianos, à investigação dos determinantes genéticos de resistência a macrolídeos e à determinação do tipo emm, gene que codifica a proteína M. A diversidade genética das amostras foi avaliada pela análise do perfil de restrição do DNA por eletroforese em gel em campo pulsado (PFGE). Das 50 amostras, 44 foram identificadas como SDSE, cinco como Streptococcus anginosus e uma como Streptococcus constellatus. Todas as amostras foram susceptíveis a penicilina G, ceftriaxona, levofloxacina e vancomicina. Foi observada resistência à tetraciclina em 38,6% das amostras de SDSE e 83% das amostras do grupo S. anginosus. Um total de 10 amostras apresentou resistência à eritromicina, sendo SDSE (8) e grupo S. anginosus (2), com CIMs variando entre 0,5 e >256μg/mL. Foram detectados diferentes fenótipos e genótipos de resistência aos macrolídeos: M (6), MLSBc (2), MLSBi (2) e mefA/E (6), ermA (3), ermB (1). Um total de 21 tipos e subtipos emm foi detectado entre SDSE, sendo stG653.0 o prevalente. Foram detectados seis novos subtipos emm. Diferentes tipos emm foram associados a resistência aos macrolídeos. No PFGE diferentes perfis de restrição do DNA cromossômico foram obtidos, demonstrando a grande variedade genética entre estas amostras. Chama a atenção a resistência a macrolídeos, que além de elevada, foi associada a diferentes fenótipos e genótipos, o que pode comprometer o tratamento de infecções causadas por estes microrganismos.

Streptococcus dysgalactiae subsp. equisimilis, grupo Streptococcus anginosus, resistência a antimicrobianos, proteína M, gene emm.
Groups C and G beta-hemolytic streptococci, in particular Streptococcus dysgalactiae subsp. equisimilis (SDSE) and Streptococcus anginosus group, are often recovered from human clinical specimens. The similarity between SDSE and Streptococcus pyogenes is notorious, specially clinical manifestations and presence of virulence factors. Among them, the M protein is considered the most important virulence factor and epidemiological marker of such infections. Besides the increasing incidence of infections caused by these microorganisms in the world, there is also a parallel increase in the number of resistant strains to antimicrobials, especially to macrolides. In this study, groups C and G beta-hemolytic streptococci isolated between 2008 and 2013 from residents of the metropolitan area of Rio de Janeiro, were identified at species level and submitted to antimicrobial susceptibility testing, investigation of macrolide resistance genetic determinants and emm typing, the M protein encoding gene. The genetic diversity of the samples was evaluated by DNA restriction profile analysis, by pulsed field gel electrophoresis (PFGE). Of 50 strains, 44 were identified as SDSE, five as S. anginosus and one as Streptococcus constellatus. All strains were susceptible to penicillin G, ceftriaxone, levofloxacin and vancomycin. Tetracycline resistance was observed in 38.6% of SDSE strains and in 83% of group S. anginosus strains. A total of 10 strains was resistant to erythromycin, SDSE (8) and S. anginosus group (2). MICs ranged between 0.5 and >256 μg/ml. Different macrolide resistance phenotypes and genotypes were detected: M (6), MLSBc (2), MLSBi (2) and mefA/E (6), ermA (3), ermB (1). A total of 21 emm types and subtypes was found among SDSE, being stG653.0 the prevalent. Six new emm subtypes were detected. Different emm types were associated to macrolide resistance. Different chromosomal DNA restriction patterns were obtained by PFGE, demonstrating the great genetic variety among these strains. Macrolide resistance calls attention. Besides being elevated, it was associated with different phenotypes and genotypes, which can affected the treatment of infections by these microorganisms.
Streptococcus dysgalactiae subsp. equisimilis, Streptococcus anginosus group, resistance to antimicrobial, M protein, emm gene.
1
59
PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
O trabalho possui divulgação autorizada

Contexto

MICROBIOLOGIA
BACTERIOLOGIA
Determinação do perfil de susceptibilidade a antimicrobianos e do tipo emm de cepas de Streptococcus dysgalactiae subsp. equisimilis

Banca Examinadora

ROSANA ROCHA BARROS
Não
Nome Categoria
ALOYSIO DE MELLO FIGUEIREDO CERQUEIRA Docente
FELIPE PIEDADE GONCALVES NEVES Docente
BERNADETE TEIXEIRA FERREIRA CARVALHO Participante Externo

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
FUND COORD DE APERFEICOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUP - Programa de Demanda Social 12

Vínculo

Colaborador
Instituição de Ensino e Pesquisa
Ensino e Pesquisa
Sim