Brasi
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Dados do Trabalho de Conclusão
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
FILOSOFIA (52001016011P9)

O TRONO VAZIO: A TEORIA UNITÁRIA DO PODER NA GENEALOGIA TEOLÓGICA DE GIORGIO AGAMBEN
PEDRO LUCAS DULCE PEREIRA
DISSERTAÇÃO
20/02/2015

A presente dissertação tem por objetivo explorar apenas uma das portas de entrada da filosofia de Giorgio Agamben: a genealogia teológica da assinatura “poder” em sua forma unitária. A revelia da multifacetada obra de Agamben, existe uma espécie de coluna vertebral que perpassa todo o raciocínio do filósofo nos últimos 25 anos. Agamben habitualmente coloca o seu leitor naquele lugar que ele chama de zona de indiferença, ou mesmo, de inoperosidade. A origem da ideia de uma zona de indiferença ou de inoperosidade, que Agamben usa como pressuposto ubíquo em sua obra, é justamente a teologia messiânica judaico-cristã – por isso se trata de uma genealogia teológica. Essa filosofia da indiferença ou messianismo político presente na obra de Agamben sempre se mostra a partir de três movimentos básicos operados pelo autor. Em primeiro lugar, ele faz uma crítica entre duas categorias historicamente colocadas em oposição no pensamento ocidental. Zoē e bíos, dentro e fora, lei e anomia, exceção e regra, etc. Após destacar esta polaridade, ele passa ao segundo movimento que se trata de fazer emergir uma zona de indiferença entre estes dois pólos. A figura do homo sacer, o estado de exceção, o campo de concentração, etc., são também exemplos de pessoas, lugares e situações em que essas oposições bilaterais se tornam indiferentes e entram em uma zona de inoperosidade. Tudo isso ele mostra para que, por fim, no terceiro movimento de sua argumentação, poder apresentar aquela que talvez seja sua única proposta: o momento messiânico de suspensão destituinte. A forma de vida franciscana, o uso sem posse, a violência divina, ou a profanação são diferentes modos de apresentar uma ação que esteja fora da chave de leitura metafísica potência/ato. Cada um desses movimentos fundamentais será explorado nas três partes da presente dissertação tendo como foco principal a assinatura “poder” em sua filosofia.

soberania;exceção;inoperosidade;poder;indiferença
The present dissertation aims to explore only one of the input ports of the philosophy of Giorgio Agamben: the theological genealogy signature "power" in its unitary form. Despite the multifaceted work of Agamben, there is a kind of spine that runs through all the philosopher's reasoning in the last 25 years. Agamben usually puts his reader that place he calls the zone of indifference, or even of inoperativity. The origin of the idea of a zone of indifference or inoperativity that Agamben uses as ubiquitous assumption in his work, is precisely the Judeo-Christian messianic theology - so it is a theological genealogy. This philosophy of indifference or political messianism present in the work of Agamben always shown from three basic movements operated by the author. First, he criticizes between two categories historically placed in opposition in Western thought. Zoe and bios, inside and out, law and anomy, exception and rule, etc. After highlighting this polarity, it passes to the second movement that comes to bring out an indifference zone between these two poles. The figure of the homo sacer, the state of emergency, the concentration camp, etc., are also examples of people, places and situations where these bilateral oppositions become indifferent and enter a inoperativity zone. All this he shows that, finally, in the third movement of his argument, be able to present what is perhaps a unique proposition: the messianic moment of destituinte suspension. The Franciscan way of life, the use without possession, divine violence, or profanity are different ways of bringing an action that is outside the reading key metaphysical power / act. Each of these fundamental movements will be explored in the three parts of this dissertation focusing mainly on the signature “power” in his philosophy.
sovereignty;exception;inoperativity;power;indifference
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PORTUGUES
Biblioteca Central da UFG

Contexto
FILOSOFIA
ÉTICA E FILOSOFIA POLÍTICA
A RELAÇÃO ENTRE AS DISSONÂNCIAS SOCIAIS E A LIBERDADE POLÍTICA EM MAQUIAVEL, MONTESQUIEU E ROUSSEAU

Banca Examinadora
Orientador:
ADRIANA DELBO LOPES
O orientador principal compôs a banca do discente?
Sim
Nome Categoria
EDSON LUIS DE ALMEIDA TELES Participante Externo
ADRIANO CORREIA SILVA Docente

Financiadores
Financiador - Programa Fomento Número de Meses
FUND COORD DE APERFEICOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUP - Programa de Demanda Social 24

Vínculo
CLT
Instituição de Ensino e Pesquisa
Ensino e Pesquisa
Sim
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