Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
PEDIATRIA E CIÊNCIAS APLICADAS À PEDIATRIA (33009015019P7)
ZINCO, SELÊNIO, RETINOL, COLECALCIFEROL E TIAMINA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES GRAVEMENTE DOENTES: PREVALÊNCIA DE INGESTÃO INADEQUADA E FATORES ASSOCIADOS
MARCELLA DOS REIS SANTOS
DISSERTAÇÃO
03/12/2014

Introdução: Os micronutrientes integram o suporte nutricional de pacientes gravemente doentes, sendo sua administração necessária para prevenir deficiências e complicações associadas. Há pouca informação sobre padrão de ingestão de micronutrientes em pacientes que recebem nutrição por sonda enteral. Os objetivos deste estudo foram identificar a prevalência e determinar os fatores associados à probabilidade de ingestão inadequada de zinco, selênio, retinol, colecalciferol e tiamina em pacientes internados em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) pediátrica. Métodos: Estudo prospectivo em pacientes que receberam dieta por sonda enteral associada ou não à nutrição parenteral ou oral na UTI por tempo ≥ 3 dias. A análise da ingestão dos micronutrientes nos primeiros dez dias de internação na UCI foi feita individualmente, com base nas DRI (Dietary Reference Intakes), e por grupo etário utilizando o método DRI, adaptado para dias variáveis de ingestão. Definiu-se o desfecho como 'atingir ou não' as recomendações dos micronutrientes, adotando-se como ponto de corte a probabilidade de adequação < 98% ou ingestão abaixo dos valores de AI (Adequate Intake). As principais variáveis explicativas foram idade inferior a 1 ano, desnutrição, gravidade clínica, condição clínica ou cirúrgica, sepse grave ou choque séptico, diagnóstico de cardiopatia, uso de drogas alfa-adrenérgicas e métodos dialíticos. Foram utilizados modelos de regressão logística simples e múltipla, cujos resultados foram apresentados em odds ratio e intervalos de confiança de 95%. Resultados: Foram avaliadas 260 internações. Com exceção do selênio e colecalciferol nos grupos etários maiores (4 anos ou mais), a prevalência de ingestão inadequada de micronutrientes situou-se entre 45% e 100%. A ingestão de todos os micronutrientes ficou abaixo dos valores de AI na faixa etária inferior a um ano, chegando a aproximadamente 100% para selênio, retinol e colecalciferol, 70% para zinco e tiamina nas crianças de 0 a 6 meses, e 30% para tiamina nas crianças de 7 a 12 meses. Os fatores associados a não atingir as recomendações de pelo menos um dos micronutrientes foram idade inferior a 1 ano, desnutrição, diagnóstico de cardiopatia, uso de drogas alfa-adrenérgicas e de método dialítico. Conclusões: A prevalência de ingestão inadequada de micronutrientes situou-se entre 50% a 100%. Os fatores associados a não atingir as recomendações de pelo menos um dos micronutrientes foram a idade inferior a 1 ano, desnutrição, cardiopatia, uso de drogas vasoativas e de método dialítico.

1. Unidade de terapia intensiva. 2. Micronutrientes. 3. Apoio nutricional. 4.Nutrição enteral. 5. Recomendações nutricionais.
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
O trabalho não possui divulgação autorizada

Contexto

PEDIATRIA E CIÊNCIAS APLICADAS À PEDIATRIA
AFECÇÕES E ASSISTÊNCIA HOSPITALAR DA CRIANÇA AO ADOLESCENTE
ESTUDOS CLÍNICOS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES SOB CUIDADOS INTENSIVOS

Banca Examinadora

HEITOR PONS LEITE
DOCENTE - PERMANENTE
Não
Nome Categoria
ROSELI OSELKA SACCARDO SARNI Docente - COLABORADOR
PATRICIA DE CARVALHO PADILHA Participante Externo
TULIO KONSTANTYNER Participante Externo

Vínculo

Colaborador
Instituição de Ensino e Pesquisa
Ensino e Pesquisa
Sim