Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
BIOLOGIA QUÍMICA (33009015071P9)
Estudo do Envolvimento da Metalo-Peptidase PHEX em Processos Tumorais.
RAQUEL LEAO NEVES
DISSERTAÇÃO
28/03/2013

Resumo A PHEX é uma metalo-peptidase codificada pelo gene PHEX (phosphate-regulating gene with homologies to endopeptidase on the X chromosome), identificado em 1995 como sendo o gene mutado em pacientes com uma forma prevalente (1:20.000) de raquitismo humano hereditário denominada Hipofosfatemia Ligada ao Cromossomo X (XLH). A XLH é caracterizada por retardo no crescimento, osteomalácia, hipofosfatemia, defeitos renais de reabsorção de fosfato e no metabolismo da vitamina D. Desde a identificação de PHEX (1995), a função da peptidase tem sido majoritariamente estudada e relacionada a ossos e dentes. Recentemente, a identificação pelo nosso grupo da osteopontina como substrato desta protease, permitiu que ampliássemos o estudo da PHEX para outros tumores, e não apenas ósseos. Os resultados obtidos no presente trabalho mostram o aumento na expressão de PHEX no carcinoma espinocelular (SCC) e ainda, um fragmento prevalente de OPN endógeno de SCC é degradado após a adição de PHEX exógena, indicando que esta peptidase pode participar da regulação da OPN tumoral, assim como ocorre no osso. No estudo de localização da PHEX, as análises de microscopia confocal mostraram que no período de 48h de cultivo, a PHEX não está localizada na membrana. No entanto, a curva de tempo realizada por citometria de fluxo mostrou que a peptidase é encontrada na membrana nos tempos iniciais de 1h e 4h de cultivo celular, porém nos períodos de 12h e 48h, a PHEX não é mais detectada na membrana, e apenas é localizada intracelularmente. A curva de tempo mostrou ainda que a ausência da PHEX na membrana não está relacionada à retenção da proteína dentro da célula. Nossos resultados também mostram que a ausência da PHEX na membrana pode ser resultado do processamento proteolítico de cisteíno proteases, visto que a PHEX exógena é hidrolisada pelas catepsinas B, L e S, e esta hidrólise resulta na inativação enzimática da PHEX, Os resultados aqui obtidos poderão esclarecer a possível participação da PHEX na regulação/modulação tumoral e poderão contribuir para melhor entendimento do papel desta protease nos diferentes tecidos.

metalo-peptidase; PHEX;Tumor;Crcinoma Espinoelular; Osteopenia.
Resumo A PHEX é uma metalo-peptidase codificada pelo gene PHEX (phosphate-regulating gene with homologies to endopeptidase on the X chromosome), identificado em 1995 como sendo o gene mutado em pacientes com uma forma prevalente (1:20.000) de raquitismo humano hereditário denominada Hipofosfatemia Ligada ao Cromossomo X (XLH). A XLH é caracterizada por retardo no crescimento, osteomalácia, hipofosfatemia, defeitos renais de reabsorção de fosfato e no metabolismo da vitamina D. Desde a identificação de PHEX (1995), a função da peptidase tem sido majoritariamente estudada e relacionada a ossos e dentes. Recentemente, a identificação pelo nosso grupo da osteopontina como substrato desta protease, permitiu que ampliássemos o estudo da PHEX para outros tumores, e não apenas ósseos. Os resultados obtidos no presente trabalho mostram o aumento na expressão de PHEX no carcinoma espinocelular (SCC) e ainda, um fragmento prevalente de OPN endógeno de SCC é degradado após a adição de PHEX exógena, indicando que esta peptidase pode participar da regulação da OPN tumoral, assim como ocorre no osso. No estudo de localização da PHEX, as análises de microscopia confocal mostraram que no período de 48h de cultivo, a PHEX não está localizada na membrana. No entanto, a curva de tempo realizada por citometria de fluxo mostrou que a peptidase é encontrada na membrana nos tempos iniciais de 1h e 4h de cultivo celular, porém nos períodos de 12h e 48h, a PHEX não é mais detectada na membrana, e apenas é localizada intracelularmente. A curva de tempo mostrou ainda que a ausência da PHEX na membrana não está relacionada à retenção da proteína dentro da célula. Nossos resultados também mostram que a ausência da PHEX na membrana pode ser resultado do processamento proteolítico de cisteíno proteases, visto que a PHEX exógena é hidrolisada pelas catepsinas B, L e S, e esta hidrólise resulta na inativação enzimática da PHEX, Os resultados aqui obtidos poderão esclarecer a possível participação da PHEX na regulação/modulação tumoral e poderão contribuir para melhor entendimento do papel desta protease nos diferentes tecidos.
metalo-peptidase; PHEX;Tumor;Crcinoma Espinoelular; Osteopenia.
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
O trabalho não possui divulgação autorizada

Contexto

BIOLOGIA QUÍMICA
BIOLOGIA CELULAR, MOLECULAR E TRANSDUÇÃO DE SINAIS
BIO-ANÁLISE DE MOLÉCULAS SINALIZADORAS EM DIFERENTES MODELOS CELULARES

Banca Examinadora

NILANA MEZA TENORIO DE BARROS
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
LIGIA AJAIME AZZALIS Participante Externo
MARCELO AUGUSTO CHRISTOFFOLETE Participante Externo
GISELLE ZENKER JUSTO Participante Externo

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
FUND COORD DE APERFEICOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUP - Apoio à Pós-Graduação 24

Vínculo

Bolsa de Fixação
Instituição de Ensino e Pesquisa
Ensino e Pesquisa
Sim