Brasil

Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
METEOROLOGIA (42002010040P0)
Parametrizações convectivas no modelo WRF e sua relação com a precipitação durante ciclogêneses no sudeste da América do Sul
ERIKSON MAGNO GOMES DE OLIVEIRA
DISSERTAÇÃO
25/02/2014

O modelo Weather Research and Forecasting (WRF) é utilizado na simulação de 26 casos de ciclogênese no sudeste da América do Sul, na região ciclogenética próxima da foz do Rio da Prata. As simulações compreenderam 26 casos de ciclogênese nos quais foi observada precipitação sobre a região, especialmente sobre o estado do Rio Grande do Sul. Tendo em vista o importante papel das parametrizações convectivas na produção de precipitação em um modelo numérico de previsão de tempo, este estudo visa avaliar a precipitação produzida nas simulações dos casos de ciclogênese utilizando três diferentes esquemas de parametrização da convecção: Betts-Miller-Janjic (BMJ), Grell-Dévényi (GD) e Kain-Fritsch (KF), mantendo as outras opções físicas constantes, de modo a isolar o impacto do uso das diferentes parametrizações para a convecção. Para a avaliação da precipitação simulada foram utilizados índices estatísticos, com o objetivo de avaliar objetivamente o campo de chuva simulado a partir do conjunto de dados observados (TRMM e MERGE), possibilitando também uma comparação entre as simulações com os diferentes esquemas. Os resultados dos índices mostraram que em geral, o WRF representa melhor a chuva dos limiares mais fracos, com índices baseados no posicionamento (ETS, POD e RAF) tendo valores mais próximos dos ideais. O índice BIAS indicou que a área de chuva fraca é, em geral, superestimada enquanto que a de chuva moderada a forte apresentou diferenças maiores entre as simulações com os esquemas KF e BMJ e na verificação com os dois conjuntos de dados observados. As diferenças nos índices mostraram que a forma como os fluxos convectivos são tratados pelos esquemas exerce grande influência na precipitação produzida, com as maiores diferenças sendo observadas entre os esquemas KF e BMJ. As simulações com o esquema BMJ, que é baseado no ajuste convectivo dos perfis, claramente produziram menor área e volume de chuva, principalmente se comparadas às simulações com o KF. Juntamente com menor produção de precipitação, as simulações com o BMJ apresentaram, em média, menor partição de precipitação convectiva se comparada às outras. O campo de pressão ao nível do mar não apresentou diferenças muito significativas, com o WRF simulando de forma consistente com as análises FNL-GFS, o posicionamento e pressão central do ciclone.

Esquemas convectivos; Ciclones Extratropical; Eventos extremos de Precipitação.
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Esquemas convectivos; Ciclones Extratropical; Eventos extremos de Precipitação.
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA

Contexto

METEOROLOGIA
ESTUDOS E APLICAÇÕES EM TEMPO E CLIMA
EVE - MONITORAMENTO E CARACTERIZAÇÃO DE CICLONES EM SUPERFÍCIE ATUANTES NO SUL DO BRASIL

Banca Examinadora

EVERSON DAL PIVA
Sim
Nome Categoria
SIMONE EROTILDES TELEGINSKI FERRAZ Docente

Vínculo

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Sim