Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
RECURSOS HIDRICOS E SANEAMENTO (26001012019P6)
Modelo de Grandes Bacias MGB-IPH: Aplicação e limitações à bacia hidrográfica do rio Ipanema na região semiárida do nordeste brasileiro
MARCIAL DE ARAUJO LIMA SOBRINHO
DISSERTAÇÃO
26/10/2012

O desenvolvimento de modelos para simulação e previsão dos efeitos provenientes do binômio chuva-vazão, vem sendo aprimorado pela comunidade científica e utilizado como ferramenta confiável de custo operacional baixo quando comparado com outras tecnologias disponíveis. As diversas aplicações dos modelos e suas indicações para regiões específicas com “parâmetros” de uso, focados à área em estudo, aproximam de forma aceitável o modelo, do comportamento natural da bacia e servem como ponto de partida no estudo de bacias com condições semelhantes. Os estudos envolvendo modelos matemáticos aplicados a hidrologia no Brasil têm focado sua atenção em bacias, reservatórios e rios nas regiões sul e sudeste do país, no semiárido nordestino, devido em parte pela quantidade, distribuição espacial e qualidade dos dados necessários ao trabalho com modelos essa gama de estudo é bastante reduzida. O desafio deste estudo remonta a aquisição e formatação dos dados de entrada para aplicação “calibração” e determinação dos parâmetros que torne a aplicação do modelo de grandes bacias MGB-IPH no semiárido nordestino viável, especificamente quando utilizado na bacia do rio Ipanema. O estudo utilizou o modelo distribuído de grandes bacias MGB-IPH, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas IPH do Rio Grande do Sul. O modelo MGB-IPH apresenta interface que reúne informações geográficas, climatológicas, solo, vegetação, chuva e vazão, bem como parâmetros de calibração fixos e variáveis. As rotinas simulam os processos hidrológicos de balanço de água no solo nas minibacias, os escoamentos, o volume percolado, o fluxo ascendente, a evapotranspiração e na propagação dos volumes das minibacias. Na bacia do rio Ipanema utilizou-se das imagens de satélite da região, oriundas do Shuttle Radar Topography Mission (SRTM / NASA) com o modelo digital de elevação MDE, obtendo então o perfil topográfico necessário para a definição do modelo numérico do terreno MDE, em conjunto com os dados fluviométricos, pluviométricos e climatológicos das séries históricas no período entre 1977 a 2008. Na calibração dos parâmetros para o MGBIPH, os valores estatísticos alcançados de Nash 0,405 e Person 0,68 demonstram que os dados da bacia mostraram-se insuficientes para a definição dos valores de calibração no modelo isso ocorre em função da extensa área sem cobertura de postos para uma grande variabilidade espacial e temporal dos processos hidrológicos, o que influencia também nas análises hidrológicas da região. O incremento de volume das vazões nos dados calculados foi fruto principalmente dos picos simulados de forma errônea pelo modelo, gerando assim falsos volumes escoados. Tais inconsistências são fruto dos grandes vazios geográficos na bacia, produzidos pela falta de postos coletores dos dados fluviométricos, pluviométricos e climatológicos mantidos pelos órgãos oficiais, em destaque pode-se indicar a região noroeste da bacia do rio Ipanema.

MGB-IBH. Grandes bacias hidrográficas. Semiárido. Calibração – Modelo hidrológico.
-
-
1
122
PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
O trabalho possui divulgação autorizada

Contexto

RECURSOS HIDRICOS E SANEAMENTO
PLANEJAMENTO E GESTÃO AMBIENTAL
ECOBEER/REHISA - Processos eco-hidrológicos na bacia experimental e representativa de Santana do Ipanema da rede de hidrologia do semiárido

Banca Examinadora

VLADIMIR CARAMORI BORGES DE SOUZA
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
CARLOS DE OLIVEIRA GALVAO Participante Externo
CARLOS RUBERTO FRAGOSO JUNIOR Docente - PERMANENTE

Vínculo

-
-
-
Sim