Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
GASTROENTEROLOGIA (33009015012P2)
Eventos adversos associados ao tratamento da Hepatite C genótipo1 com Peg-interferon Alfa e Ribavirina: Impacto na Resposta Virológica Sustentada e na Adesão ao tratamento.
DANIELA MICHAELIS DE BENEDETTO
DISSERTAÇÃO
29/05/2013

Resumo Introdução. O vírus da hepatite C é um grande problema de saúde pública que acomete milhões de pessoas no mundo todo. O tratamento da hepatite C crônica com interferon peguilado (PegIFN) e ribavirina (RBV) é o atualmente proposto para pacientes com genótipo 1. Estas medicações podem acarretar em uma série de eventos adversos (EAs), de variadas intensidades e em diferentes sistemas, o que interfere de forma relevante, não apenas na adesão ao tratamento, como também na qualidade de vida dos pacientes. Objetivo: Este estudo objetivou estudar o impacto dos eventos adversos decorrentes do tratamento da hepatite C na resposta virológica sustentada (RVS) e na adesão ao tratamento. Casuística e Métodos: Foram estudados 232 pacientes anti-HCV e HCVRNA positivos, portadores do genótipo 1, que foram submetido a tratamento com PegIFN e RBV. Os eventos adversos documentados em prontuários padronizados de tratamento foram avaliados neste estudo. A ocorrência de eventos adversos foi relacionada aos desfechos de RVS, reduções de doses de medicamentos, suspensões temporárias e interrupções precoces do tratamento. Resultados: Praticamente todos os pacientes apresentaram algum tipo de EA durante a terapia da hepatite C. Síndrome flu-like, manifestações dermatológicas e as manifestações psiquiátricas se mostraram como os tipos de EAs clínicos mais frequentes durante a terapia antiviral. Dentre os eventos hematológicos, a anemia foi o EA predominante. Na análise comparativa, a redução de dose das medicações decorrentes dos EAs foi estatisticamente associada ao gênero feminino e ao estadiamento mais avançado, enquanto que a interrupção prematura da terapia foi associada a idade acima de 40 anos e menor frequência de RVS. Conclusão: Este estudo permitiu concluir que quase a totalidade dos pacientes tratados com PegIFN e RBV desenvolvem algum tipo de evento adverso, tanto de ordem clínica quanto de ordem laboratorial. Destes, cerca de um terço desenvolvem EA mais importante, com impacto sobre o tratamento, levando à redução de dose, suspensão temporária do tratamento ou interrupção prematura do mesmo. Entretanto, somente a interrupção precoce da terapia, que ocorreu com maior frequência em pacientes com idade mais avançada, teve impacto sobre a taxa de resposta virológica sustentada.

Eventos Adversos; tratamento; hepatite C; RVS, Adesão
Resumo Introdução. O vírus da hepatite C é um grande problema de saúde pública que acomete milhões de pessoas no mundo todo. O tratamento da hepatite C crônica com interferon peguilado (PegIFN) e ribavirina (RBV) é o atualmente proposto para pacientes com genótipo 1. Estas medicações podem acarretar em uma série de eventos adversos (EAs), de variadas intensidades e em diferentes sistemas, o que interfere de forma relevante, não apenas na adesão ao tratamento, como também na qualidade de vida dos pacientes. Objetivo: Este estudo objetivou estudar o impacto dos eventos adversos decorrentes do tratamento da hepatite C na resposta virológica sustentada (RVS) e na adesão ao tratamento. Casuística e Métodos: Foram estudados 232 pacientes anti-HCV e HCVRNA positivos, portadores do genótipo 1, que foram submetido a tratamento com PegIFN e RBV. Os eventos adversos documentados em prontuários padronizados de tratamento foram avaliados neste estudo. A ocorrência de eventos adversos foi relacionada aos desfechos de RVS, reduções de doses de medicamentos, suspensões temporárias e interrupções precoces do tratamento. Resultados: Praticamente todos os pacientes apresentaram algum tipo de EA durante a terapia da hepatite C. Síndrome flu-like, manifestações dermatológicas e as manifestações psiquiátricas se mostraram como os tipos de EAs clínicos mais frequentes durante a terapia antiviral. Dentre os eventos hematológicos, a anemia foi o EA predominante. Na análise comparativa, a redução de dose das medicações decorrentes dos EAs foi estatisticamente associada ao gênero feminino e ao estadiamento mais avançado, enquanto que a interrupção prematura da terapia foi associada a idade acima de 40 anos e menor frequência de RVS. Conclusão: Este estudo permitiu concluir que quase a totalidade dos pacientes tratados com PegIFN e RBV desenvolvem algum tipo de evento adverso, tanto de ordem clínica quanto de ordem laboratorial. Destes, cerca de um terço desenvolvem EA mais importante, com impacto sobre o tratamento, levando à redução de dose, suspensão temporária do tratamento ou interrupção prematura do mesmo. Entretanto, somente a interrupção precoce da terapia, que ocorreu com maior frequência em pacientes com idade mais avançada, teve impacto sobre a taxa de resposta virológica sustentada.
Eventos Adversos; tratamento; hepatite C; RVS, Adesão
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO

Contexto

HEPATOLOGIA
HEPATITES AGUDAS E CRÔNICAS
TRATAMENTO DAS HEPATOPATIAS VIRAIS E NÃO-VIRAIS

Banca Examinadora

MARIA LUCIA CARDOSO GOMES FERRAZ
Sim
Nome Categoria
ANA CLAUDIA DE OLIVEIRA Participante Externo
RENATA DA SILVA MOUTINHO Participante Externo
PATRICIA MARINHO COSTA DE OLIVEIRA Pós-Doc

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
FUND COORD DE APERFEICOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUP - Programa de Demanda Social 24

Vínculo

CLT
Empresa Privada
Ensino e Pesquisa
Sim