Brasil

Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE
GEOGRAFIA (42004012015P5)
Produção do Espaço Urbano na Cidade do Rio Grande - RS: as ações dos grupos sociais populares no processo de construção dos residenciais do Programa Minha Casa Minha Vida.
CLEDIR DA CONCEICAO LOPES
DISSERTAÇÃO
01/11/2012

O crescimento econômico decorrente da formação de um pólo industrial de produção de navios-plataformas significou o reaquecimento do setor de construção civil e do mercado imobiliário na cidade do Rio Grande-RS. Ao mesmo tempo, o Programa Minha Casa Minha Vida do governo federal, marcou a intervenção estatal na produção de habitações, com a retomada de investimentos públicos em políticas de habitação e saneamento. Sem, no entanto, promover o necessário controle da base fundiária, permitiu a elevação dos preços de terras e imóveis. No cenário de crescimento econômico e de valorização fundiária e imobiliária; o objetivo central da pesquisa é interpretar a produção do espaço urbano na cidade do Rio Grande, a partir das ações dos agentes sociais, envolvidos na construção dos residenciais do Programa Minha Casa Minha Vida, destinados à faixa de renda zero a três salários mínimos. O objetivo específico é interpretar a produção estatal do espaço urbano, a partir das ações e projetos de urbanização elaborados pela Prefeitura Municipal do Rio Grande para a zona oeste da cidade. O trabalho justifica-se na valorização dos discursos e das práticas espaciais dos agentes sociais, que se apropriam do espaço urbano como estratégia de resistência, concebendo a habitação como necessidade básica; é relevante por apontar a baixa oferta de habitação do programa para as pessoas que recebem até três salários mínimos e por construir críticas e encaminhamentos, visando evidenciar os impactos dos processos socioespaciais. Na dinâmica habitacional em tela, os agentes sociais produtores do espaço urbano, através de diferentes interesses, produzem práticas espaciais e discursos, revelando as prioridades nem sempre habitacionais, que regem o processo de construção dos residenciais. Os temas debatidos nas discussões teóricas referem-se à formação e à produção do espaço urbano, aos agentes sociais e as escalas de ação, às práticas espaciais e as decorrentes diferenciações socioespacias. A produção da ideia e do conhecimento é orientada no método dialético, que se desenvolve na articulação da pesquisa qualitativa com o materialismo histórico. A pesquisa qualitativa permite a interpretação das relações horizontais, de ordem subjetiva ou próxima. Já o materialismo histórico e dialético permite à análise das relações verticais, de ordem objetiva ou distante. Para tanto, o pesquisador recorre ao uso e à coleta de materiais empíricos, através do estudo de caso, da experiência pessoal, das histórias de vida, da pesquisa de campo, da realização de entrevistas, da análise em reportagens de jornais e fotografias, construindo o amplo leque de práticas interpretativas, que permitem a visibilidade dos processos socioespaciais estudados. O materialismo histórico anexa à construção dos cenários da análise interpretativa, as relações que compõem a reprodução da vida material, a constituição dos indivíduos e da sociedade. A análise do processo de construção dos residenciais evidenciou 8 duas distintas dinâmicas, diferenças condicionadas à procedência do terreno, ao tipo de processo seletivo aplicado e aos agentes sociais envolvidos. No Residencial Marcelino Champagnat o processo seletivo e a ocupação foram organizados de forma burocrática e funcionalista, sem diálogo com as necessidades habitacionais dos moradores. Já o processo de pré-ocupação do Residencial São João foi realizado a partir das necessidades habitacionais e da lógica dos grupos sociais populares. É necessário, portanto, fortalecer os mecanismos de participação e coordenação popular de políticas públicas habitacionais, visando à produção do espaço urbano democrático e solidário.

Habitação; Programa Minha Casa Minha Vida
O crescimento econômico decorrente da formação de um pólo industrial de produção de navios-plataformas significou o reaquecimento do setor de construção civil e do mercado imobiliário na cidade do Rio Grande-RS. Ao mesmo tempo, o Programa Minha Casa Minha Vida do governo federal, marcou a intervenção estatal na produção de habitações, com a retomada de investimentos públicos em políticas de habitação e saneamento. Sem, no entanto, promover o necessário controle da base fundiária, permitiu a elevação dos preços de terras e imóveis. No cenário de crescimento econômico e de valorização fundiária e imobiliária; o objetivo central da pesquisa é interpretar a produção do espaço urbano na cidade do Rio Grande, a partir das ações dos agentes sociais, envolvidos na construção dos residenciais do Programa Minha Casa Minha Vida, destinados à faixa de renda zero a três salários mínimos. O objetivo específico é interpretar a produção estatal do espaço urbano, a partir das ações e projetos de urbanização elaborados pela Prefeitura Municipal do Rio Grande para a zona oeste da cidade. O trabalho justifica-se na valorização dos discursos e das práticas espaciais dos agentes sociais, que se apropriam do espaço urbano como estratégia de resistência, concebendo a habitação como necessidade básica; é relevante por apontar a baixa oferta de habitação do programa para as pessoas que recebem até três salários mínimos e por construir críticas e encaminhamentos, visando evidenciar os impactos dos processos socioespaciais. Na dinâmica habitacional em tela, os agentes sociais produtores do espaço urbano, através de diferentes interesses, produzem práticas espaciais e discursos, revelando as prioridades nem sempre habitacionais, que regem o processo de construção dos residenciais. Os temas debatidos nas discussões teóricas referem-se à formação e à produção do espaço urbano, aos agentes sociais e as escalas de ação, às práticas espaciais e as decorrentes diferenciações socioespacias. A produção da ideia e do conhecimento é orientada no método dialético, que se desenvolve na articulação da pesquisa qualitativa com o materialismo histórico. A pesquisa qualitativa permite a interpretação das relações horizontais, de ordem subjetiva ou próxima. Já o materialismo histórico e dialético permite à análise das relações verticais, de ordem objetiva ou distante. Para tanto, o pesquisador recorre ao uso e à coleta de materiais empíricos, através do estudo de caso, da experiência pessoal, das histórias de vida, da pesquisa de campo, da realização de entrevistas, da análise em reportagens de jornais e fotografias, construindo o amplo leque de práticas interpretativas, que permitem a visibilidade dos processos socioespaciais estudados. O materialismo histórico anexa à construção dos cenários da análise interpretativa, as relações que compõem a reprodução da vida material, a constituição dos indivíduos e da sociedade. A análise do processo de construção dos residenciais evidenciou 8 duas distintas dinâmicas, diferenças condicionadas à procedência do terreno, ao tipo de processo seletivo aplicado e aos agentes sociais envolvidos. No Residencial Marcelino Champagnat o processo seletivo e a ocupação foram organizados de forma burocrática e funcionalista, sem diálogo com as necessidades habitacionais dos moradores. Já o processo de pré-ocupação do Residencial São João foi realizado a partir das necessidades habitacionais e da lógica dos grupos sociais populares. É necessário, portanto, fortalecer os mecanismos de participação e coordenação popular de políticas públicas habitacionais, visando à produção do espaço urbano democrático e solidário.
Habitação; Programa Minha Casa Minha Vida
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE

Contexto

GEOGRAFIA DA ZONA COSTEIRA E PROCESSOS RELACIONADOS
ANÁLISE URBANO REGIONAL
-

Banca Examinadora

PAULO ROBERTO RODRIGUES SOARES
Sim
Nome Categoria
CARLOS ROBERTO DA SILVA MACHADO Participante Externo
SOLISMAR FRAGA MARTINS Docente

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
FUND COORD DE APERFEICOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUP - Programa de Demanda Social 19

Vínculo

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