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Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
ARTES CÊNICAS (28001010035P0)
Mascarados: uma etnoaventura na Marujada de São Benedito no município de Quatipuru no estado do Pará
THALES BRANCHE PAES DE MENDONCA
DISSERTAÇÃO
31/05/2012

A festa da Marujada de São Benedito em Quatipuru (PA) é o eixo central a partir do qual esta pesquisa de mestrado se desenvolve. Tomando como ponto de partida a reflexão sobre o trajeto antropológico aqui construído nas experiências de encontro e aproximação com a festa da Marujada de São Benedito em Quatipuru (PA), especialmente na brincadeira dos mascarados, este trabalho constitui uma leitura da festa que se articula por meio da troca poética entre as afetividades que emanam do contexto antropológico verificado em campo e as possibilidades de sua compreensão no nível da profundidade simbólica que a festa provoca. Na brincadeira dos mascarados, furor e vigor físico, em conexão com o intenso prazer do jogo, constituem um meio pelo qual se expressa a devoção do povo de Quatipuru por São Benedito. Nesse sentido, o potencial dessa devoção só pode ser compreendido com mais concretude com uma aproximação afetiva e sensorial das diferentes imagens simbólicas que perpassam a festa. Daí a necessidade de proceder com uma escrita que tente dar conta desse manancial energético, o que implica o abandono de alguns princípios epistemológicos cartesianos, tais como a dicotomização, a distância entre sujeito e objeto e o império da racionalidade como eixo central da reflexão. No sentido de constituir uma alternativa epistemológica mais eficiente para atingir o objetivo apresentado, busca-se nutrir-se dos conhecimentos advindos da etnocenologia, da antropologia do imaginário, da antropologia interpretativa, dos estudos sobre a leitura e da psicologia analítica. Assim, articula-se uma proposta não-cartesiana de pesquisa, em que se toma por princípio básico os limites impostos pela experiência como eixo da leitura. Desse modo, a leitura da festa da Marujada de São Benedito e de seus mascarados confunde-se necessariamente com a leitura da errância/trajeto antropológico do pesquisador; porém, é pela leitura dos potenciais simbólicos que emanam da festa que se delimita o espaço coletivo e transpessoal do conhecimento sobre as relações entre imaginário, cultura e sagrado.

etnocenologia; trajeto antropológico; leitura
A festa da Marujada de São Benedito em Quatipuru (PA) é o eixo central a partir do qual esta pesquisa de mestrado se desenvolve. Tomando como ponto de partida a reflexão sobre o trajeto antropológico aqui construído nas experiências de encontro e aproximação com a festa da Marujada de São Benedito em Quatipuru (PA), especialmente na brincadeira dos mascarados, este trabalho constitui uma leitura da festa que se articula por meio da troca poética entre as afetividades que emanam do contexto antropológico verificado em campo e as possibilidades de sua compreensão no nível da profundidade simbólica que a festa provoca. Na brincadeira dos mascarados, furor e vigor físico, em conexão com o intenso prazer do jogo, constituem um meio pelo qual se expressa a devoção do povo de Quatipuru por São Benedito. Nesse sentido, o potencial dessa devoção só pode ser compreendido com mais concretude com uma aproximação afetiva e sensorial das diferentes imagens simbólicas que perpassam a festa. Daí a necessidade de proceder com uma escrita que tente dar conta desse manancial energético, o que implica o abandono de alguns princípios epistemológicos cartesianos, tais como a dicotomização, a distância entre sujeito e objeto e o império da racionalidade como eixo central da reflexão. No sentido de constituir uma alternativa epistemológica mais eficiente para atingir o objetivo apresentado, busca-se nutrir-se dos conhecimentos advindos da etnocenologia, da antropologia do imaginário, da antropologia interpretativa, dos estudos sobre a leitura e da psicologia analítica. Assim, articula-se uma proposta não-cartesiana de pesquisa, em que se toma por princípio básico os limites impostos pela experiência como eixo da leitura. Desse modo, a leitura da festa da Marujada de São Benedito e de seus mascarados confunde-se necessariamente com a leitura da errância/trajeto antropológico do pesquisador; porém, é pela leitura dos potenciais simbólicos que emanam da festa que se delimita o espaço coletivo e transpessoal do conhecimento sobre as relações entre imaginário, cultura e sagrado.
etnocenologia; trajeto antropológico; leitura
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Contexto

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Banca Examinadora

DENISE MARIA BARRETO COUTINHO
Sim
Nome Categoria
ARMINDO JORGE DE CARVALHO BIAO Docente

Vínculo

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Não