Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
LETRAS (40002012012P8)
A Arquitetura de “Conversa de bois”, de João Guimarães Rosa
ERICA ANTONIA CAETANO
DISSERTAÇÃO
20/02/2013

A presente dissertação tem como objetivo analisar a arquitetura de “Conversa de Bois”, oitava narrativa do livro Sagarana (1946), de João Guimarães Rosa (1908-1967). Essa narrativa apresenta-se como resultante de um conjunto de atuantes que propiciam ao narrador-erudito material para a feitura do conto. Há, pois, nesta diferentes níveis. O primeiro deles, nível extradiegético, diz respeito à feitura da narrativa. Aí se situam os narradores-autores (fictícios): o narrador erudito não-nomeado, que estrutura o conto; Manuel Timborna, narrador-oral ou rapsodo, que contou a estória ao narrador-erudito; a irara, testemunha ocular e auditiva da viagem de Agenor Soronho e Tiãozinho, que, tendo caído prisioneira de Manuel Timborna, só foi libertada mediante o relato minucioso da viagem a seu capturador. No segundo, nível diegético, ou seja, o da estória em si, estão Tiãozinho e Agenor Soronho, os oito bois do carro, a irara, João Bala e os cavaleiros. Por fim, no terceiro nível, hipodiegético, aquele no qual um personagem da diegese assume a narração de outra estória, encontram-se as outras estórias presentes em “Conversa de bois”, entre elas, a do boi Rodapião e a do boi Carinhoso. Tendo em vista a presença de tais níveis, buscamos, nesta dissertação, (1) descrever cada um deles, (2) oferecer a sua funcionalidade e (3) destacar algumas possíveis conexões entre um nível e outro. Para isso, a obra Discurso da narrativa, de Gérard Genette ofereceu-nos a teoria-base para a objetivada leitura do conto rosiano. Os resultados da pesquisa evidenciam que ao “desmontar” a narrativa em camadas nos aproximamos da compreensão do todo.

Guimarães Rosa, Conversa de bois, Níveis narrativos.
A presente dissertação tem como objetivo analisar a arquitetura de “Conversa de Bois”, oitava narrativa do livro Sagarana (1946), de João Guimarães Rosa (1908-1967). Essa narrativa apresenta-se como resultante de um conjunto de atuantes que propiciam ao narrador-erudito material para a feitura do conto. Há, pois, nesta diferentes níveis. O primeiro deles, nível extradiegético, diz respeito à feitura da narrativa. Aí se situam os narradores-autores (fictícios): o narrador erudito não-nomeado, que estrutura o conto; Manuel Timborna, narrador-oral ou rapsodo, que contou a estória ao narrador-erudito; a irara, testemunha ocular e auditiva da viagem de Agenor Soronho e Tiãozinho, que, tendo caído prisioneira de Manuel Timborna, só foi libertada mediante o relato minucioso da viagem a seu capturador. No segundo, nível diegético, ou seja, o da estória em si, estão Tiãozinho e Agenor Soronho, os oito bois do carro, a irara, João Bala e os cavaleiros. Por fim, no terceiro nível, hipodiegético, aquele no qual um personagem da diegese assume a narração de outra estória, encontram-se as outras estórias presentes em “Conversa de bois”, entre elas, a do boi Rodapião e a do boi Carinhoso. Tendo em vista a presença de tais níveis, buscamos, nesta dissertação, (1) descrever cada um deles, (2) oferecer a sua funcionalidade e (3) destacar algumas possíveis conexões entre um nível e outro. Para isso, a obra Discurso da narrativa, de Gérard Genette ofereceu-nos a teoria-base para a objetivada leitura do conto rosiano. Os resultados da pesquisa evidenciam que ao “desmontar” a narrativa em camadas nos aproximamos da compreensão do todo.
Guimarães Rosa, Conversa de bois, Níveis narrativos.
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
O trabalho possui divulgação autorizada

Contexto

ESTUDOS LITERÁRIOS
CÂNONES, IDÉIAS E LUGARES
REPRESENTAÇÕES DO ESTRANGEIRO ("DUPLO EXTERIOR") E DO ESTRANHO ("DUPLO INTERIOR") NA NARRATIVA LITERÁRIA BRASILEIRA

Banca Examinadora

ADELAIDE CARAMURU CEZAR
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
ALAMIR AQUINO CORREA Docente - PERMANENTE
RITA DAS GRACAS FELIX FORTES Participante Externo

Vínculo

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Não