Governo Federal

Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA APLICADAS (31003010058P2)
CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DOS GENES “M” E “S” DOS CORONAVÍRUS ASSOCIADOS À GASTRENTERITE EM CÃES NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
ERIKA MOUTINHO COSTA
DISSERTAÇÃO
28/02/2013

Vários estudos demonstram a importância do Coronavírus canino (CCoV) como agente de diarreia em filhotes de cães. A alta diversidade genética destes vírus tem propiciado o aparecimento de variantes altamente virulentas, responsáveis por doença sistêmica e fatal em filhotes de cães. Até o momento, são conhecidos dois genótipos de CCoV, o CCoV tipo I (CCoV-I) e CCoV tipo II (CCoV-II). O CCoV-II é dividido em dois subtipos, CCoV-IIa (tipos clássicos) e CCoV-IIb que surgiu após recombinação do CCoV-IIa e o vírus da gastrenterite transmissível dos suínos (TGEV). Não existem, até o momento, dados sobre quais variantes estão em circulação no Rio de Janeiro, ou mesmo sobre a gravidade dos sinais clínicos associados à infecção por este vírus. O objetivo do estudo foi realizar a detecção e análise genômica dos tipos de CCoV a partir de amostras fecais de filhotes de cães com enterite, a fim de determinar a diversidade genética e importância clínica deste vírus no Estado do Rio de Janeiro. De um total de 258 amostras fecais de filhotes de cães com diarreia (< 1 ano) coletadas entre 2005 a 2012, 38 (14,7%) foram positivas para o CCoV pela técnica de RT-Semi-Nested-PCR. O sequenciamento de um fragmento de 410pb do gene M em 28 (73,7%) das 38 amostras detectadas, classificou 8 (28,6%) CCoV-I, 19 (67,8%) CCoV-II, e uma amostra apresentou eletroferograma sugestivo de infecção mista. A análise da sequência parcial de aa da proteína M demonstrou que os aminoácidos 173, 193, 200, 201 foram importantes na diferenciação entre os tipos I e II de CCoV. A fim de diferenciar os subtipos de CCoV-II (IIa e IIb) e identificar infecções mistas por mais de um tipo de CCoV, procedeu-se a amplificação parcial do gene S com três pares de iniciadores diferentes. Das 25 amostras testadas, 6 (24%) foram tipadas como CCoV-I, 9 (36%) como CCoV-IIa e 1 (4%) CCoV-IIb. Em outras nove amostras mais de um tipo de CCoV foi detectado, sendo 7 (28%) CCoV-I + IIa; 1(4%) CCoV-I + IIb; e 1(4%) CCoV-IIa + IIb. Não foi possível estabelecer uma relação entre o tipo de CCoV e evolução clínica, apesar de quatro animais CCoV-I-positivos apresentarem diarreia pastosa, e outros dois animais CCoV-IIa-positivos demonstrarem sinais de infecção grave (vômito e diarreia hemorrágica), inclusive com um óbito. Em cinco amostras fecais pode-se detectar mais de um tipo de CCoV (I e IIa) associado ao Parvovírus canino (CPV), fato ainda não relatado na literatura. Os resultados demonstram que o diagnóstico laboratorial e caracterização molecular das amostras de coronavírus são importantes para determinar a real importância clínica deste agente nos casos de enterite em filhotes, além de contribuir para o conhecimento da diversidade genética dos CCoV circulantes no Rio de Janeiro.

Coronavírus canino, sequenciamento, análise filogenética, cães, enterite, Rio de Janeiro.
Vários estudos demonstram a importância do Coronavírus canino (CCoV) como agente de diarreia em filhotes de cães. A alta diversidade genética destes vírus tem propiciado o aparecimento de variantes altamente virulentas, responsáveis por doença sistêmica e fatal em filhotes de cães. Até o momento, são conhecidos dois genótipos de CCoV, o CCoV tipo I (CCoV-I) e CCoV tipo II (CCoV-II). O CCoV-II é dividido em dois subtipos, CCoV-IIa (tipos clássicos) e CCoV-IIb que surgiu após recombinação do CCoV-IIa e o vírus da gastrenterite transmissível dos suínos (TGEV). Não existem, até o momento, dados sobre quais variantes estão em circulação no Rio de Janeiro, ou mesmo sobre a gravidade dos sinais clínicos associados à infecção por este vírus. O objetivo do estudo foi realizar a detecção e análise genômica dos tipos de CCoV a partir de amostras fecais de filhotes de cães com enterite, a fim de determinar a diversidade genética e importância clínica deste vírus no Estado do Rio de Janeiro. De um total de 258 amostras fecais de filhotes de cães com diarreia (< 1 ano) coletadas entre 2005 a 2012, 38 (14,7%) foram positivas para o CCoV pela técnica de RT-Semi-Nested-PCR. O sequenciamento de um fragmento de 410pb do gene M em 28 (73,7%) das 38 amostras detectadas, classificou 8 (28,6%) CCoV-I, 19 (67,8%) CCoV-II, e uma amostra apresentou eletroferograma sugestivo de infecção mista. A análise da sequência parcial de aa da proteína M demonstrou que os aminoácidos 173, 193, 200, 201 foram importantes na diferenciação entre os tipos I e II de CCoV. A fim de diferenciar os subtipos de CCoV-II (IIa e IIb) e identificar infecções mistas por mais de um tipo de CCoV, procedeu-se a amplificação parcial do gene S com três pares de iniciadores diferentes. Das 25 amostras testadas, 6 (24%) foram tipadas como CCoV-I, 9 (36%) como CCoV-IIa e 1 (4%) CCoV-IIb. Em outras nove amostras mais de um tipo de CCoV foi detectado, sendo 7 (28%) CCoV-I + IIa; 1(4%) CCoV-I + IIb; e 1(4%) CCoV-IIa + IIb. Não foi possível estabelecer uma relação entre o tipo de CCoV e evolução clínica, apesar de quatro animais CCoV-I-positivos apresentarem diarreia pastosa, e outros dois animais CCoV-IIa-positivos demonstrarem sinais de infecção grave (vômito e diarreia hemorrágica), inclusive com um óbito. Em cinco amostras fecais pode-se detectar mais de um tipo de CCoV (I e IIa) associado ao Parvovírus canino (CPV), fato ainda não relatado na literatura. Os resultados demonstram que o diagnóstico laboratorial e caracterização molecular das amostras de coronavírus são importantes para determinar a real importância clínica deste agente nos casos de enterite em filhotes, além de contribuir para o conhecimento da diversidade genética dos CCoV circulantes no Rio de Janeiro.
Coronavírus canino, sequenciamento, análise filogenética, cães, enterite, Rio de Janeiro.
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

Contexto

MICROBIOLOGIA
VIROLOGIA
DETECÇÃO E CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DE CORONAVÍRUS ASSOCIADOS A CASOS DE GASTRENTERITE EM CÃES

Banca Examinadora

RITA DE CASSIA NASSER CUBEL GARCIA
Não
Nome Categoria
RAFAEL BRANDAO VARELLA Docente
LUCIANA JESUS DA COSTA Participante Externo
FLAVYA MENDES DE ALMEIDA Participante Externo

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
FUND COORD DE APERFEICOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUP - Programa de Demanda Social 24

Vínculo

Colaborador
Instituição de Ensino e Pesquisa
Ensino e Pesquisa
Sim