Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA APLICADAS (31003010058P2)
OCORRÊNCIA E INVESTIGAÇÃO DE MARCADORES DE VIRULÊNCIA DE PATOTIPOS INTESTINAIS DE Escherichia coli ISOLADOS DE PRODUTOS CÁRNEOS DE ORIGEM MISTA E SUÍNA.
PRISCILA DE FREITAS RIBEIRO
DISSERTAÇÃO
27/06/2013

Os patotipos de E.coli têm ganhado cada vez mais destaque em se tratando de doenças transmitidas por alimentos. Havendo poucos relatos recentes de investigação dessas cepas em produtos cárneos no Brasil, este estudo buscou avaliar a ocorrência de patotipos de E.coli em produtos cárneos. No período de janeiro de 2009 a maio de 2012 foram analisadas 120 amostras de produtos cárneos (60 linguiças e 60 hamburgueres) na cidade de Niterói-RJ. Da análise molecular por PCR dessas amostras visando a investigação de marcadores de virulência de EPEC, STEC, ETEC e EIEC, observou-se maior ocorrência de EPEC nos dois grupos de alimentos trabalhados. Nas amostras de linguiças obteve-se 41,6% de EPEC seguida por ETEC (13,3%) e STEC (11,6%). Nove (15%) das amostras apresentaram mais de um patotipo. Cinco amostras apresentaram simultaneamente EPEC e STEC e quatro EPEC e ETEC. Nenhuma amostra de lingüiça e hambúrguer apresentou gene para o marcador de virulência ipaH de EIEC. Três cepas, sendo duas EPEC e uma STEC foram recuperadas de amostras de hambúrgueres, enquanto 24 cepas foram isoladas de amostras de linguiças sendo três STEC e 21 EPEC. Quatro cepas EPEC apresentaram o gene bfp sendo consideradas tEPEC. Não foram detectados os subtipos ,  e  dos genes eae e espB, enquanto para o gene tir, foi detectado apenas o subtipo das cepas STEC apresentaram apenas o tipo 1 de stx e o gene eae ocorreu em apenas 2 cepas, sendo uma delas também positiva para toxB. Nenhuma cepa foi subtipada para os alelos , e de eae, tir e espB. Quanto a filotipagem, a maioria das cepas foram classificadas no grupo B1. O dendograma construído após ensaios de RAPD-PCR agrupou cepas em 3 tipos (I a III). O tipo I agrupou a maioria das cepas de aEPEC e STEC com similaridade superior a 75%, enquanto os tipos II e III apresentaram apenas uma cepa cada, sendo uma aEPEC e uma tEPEC, respectivamente. Com base nos resultados obtidos conclui-se que EPEC e STEC geneticamente relacionadas ocorrem em hambúrgueres e linguiças crus de origem bovina e suína, comercializados no município de Niterói. O monitoramento e periódica atualização na descrição do perfil genético e de virulência destas cepas são importantes para o esclarecimento da sua cadeia de transmissão e para o estabelecimento de medidas eficazes de controle e prevenção.

Patotipos de E.coli, produtos cárneos, ocorrência.
Os patotipos de E.coli têm ganhado cada vez mais destaque em se tratando de doenças transmitidas por alimentos. Havendo poucos relatos recentes de investigação dessas cepas em produtos cárneos no Brasil, este estudo buscou avaliar a ocorrência de patotipos de E.coli em produtos cárneos. No período de janeiro de 2009 a maio de 2012 foram analisadas 120 amostras de produtos cárneos (60 linguiças e 60 hamburgueres) na cidade de Niterói-RJ. Da análise molecular por PCR dessas amostras visando a investigação de marcadores de virulência de EPEC, STEC, ETEC e EIEC, observou-se maior ocorrência de EPEC nos dois grupos de alimentos trabalhados. Nas amostras de linguiças obteve-se 41,6% de EPEC seguida por ETEC (13,3%) e STEC (11,6%). Nove (15%) das amostras apresentaram mais de um patotipo. Cinco amostras apresentaram simultaneamente EPEC e STEC e quatro EPEC e ETEC. Nenhuma amostra de lingüiça e hambúrguer apresentou gene para o marcador de virulência ipaH de EIEC. Três cepas, sendo duas EPEC e uma STEC foram recuperadas de amostras de hambúrgueres, enquanto 24 cepas foram isoladas de amostras de linguiças sendo três STEC e 21 EPEC. Quatro cepas EPEC apresentaram o gene bfp sendo consideradas tEPEC. Não foram detectados os subtipos ,  e  dos genes eae e espB, enquanto para o gene tir, foi detectado apenas o subtipo das cepas STEC apresentaram apenas o tipo 1 de stx e o gene eae ocorreu em apenas 2 cepas, sendo uma delas também positiva para toxB. Nenhuma cepa foi subtipada para os alelos , e de eae, tir e espB. Quanto a filotipagem, a maioria das cepas foram classificadas no grupo B1. O dendograma construído após ensaios de RAPD-PCR agrupou cepas em 3 tipos (I a III). O tipo I agrupou a maioria das cepas de aEPEC e STEC com similaridade superior a 75%, enquanto os tipos II e III apresentaram apenas uma cepa cada, sendo uma aEPEC e uma tEPEC, respectivamente. Com base nos resultados obtidos conclui-se que EPEC e STEC geneticamente relacionadas ocorrem em hambúrgueres e linguiças crus de origem bovina e suína, comercializados no município de Niterói. O monitoramento e periódica atualização na descrição do perfil genético e de virulência destas cepas são importantes para o esclarecimento da sua cadeia de transmissão e para o estabelecimento de medidas eficazes de controle e prevenção.
Patotipos de E.coli, produtos cárneos, ocorrência.
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
O trabalho possui divulgação autorizada

Contexto

MICROBIOLOGIA
BACTERIOLOGIA
ESTUDO RETROSPECTIVO E PROSPECTIVO DA VIRULÊNCIA E DIVERSIDADE GENÉTICA DE ESCHERICHIA COLI PRODUTORA DE TOXINA SHIGA ISOLADAS DE ANIMAIS, ALIMENTOS E HUMANOS

Banca Examinadora

ALOYSIO DE MELLO FIGUEIREDO CERQUEIRA
Não
Nome Categoria
MARCIA SOARES PINHEIRO Participante Externo
MARA LUCIA PENNA QUEIROZ Participante Externo
FELIPE PIEDADE GONCALVES NEVES Docente

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
FUND COORD DE APERFEICOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUP - Programa de Demanda Social 22

Vínculo

CLT
Empresa Privada
Empresas
Sim