Dados do Projeto de Pesquisa

EDUCAÇÃO, CULTURA E COMUNICAÇÃO (31004016051P0)
ESTÉTICAS MARGINALIZADAS: JOVENS EM DESCOLONIZAÇÃO ÉTICAESTÉTICA
01/10/2015
PESQUISA
EM ANDAMENTO
Assumindo a dimensão estética como condição humana, o que pressupõe portanto uma expansão do conceito de estética, grosso modo deslocando-o de sua aderência “fria” exclusiva às obras de arte, a uma concepção etimológica e “quente” do termo grego aisthesis, este projeto, em companhia de Nietzsche, Foucault e Maffesoli, entende a vida, a subjetividade, como lugar de artistagem, aproximando portanto ética e estética. Se, então, a dimensão estética é essa que inclui as sensações, as emoções, os jeitos, os gestos, o corpo como (in)acabamento de fruição, permeável aos afetos, sendo o ser humano, nas palavras de Fanon, “um SIM vibrando com”, é justamente nela que algo de incontrolável, algo de indeterminado, segue agindo a despeito de nossa “consciente” autorização. Trata-se então de algo que mesmo sendo nós mesmos, difere de nós, ameaçando portanto o monopólio da razão instrumental individual que concebeu o sujeito moderno ensimesmado, para o qual quanto maior o esclarecimento, mais próximo ele estaria de um total domínio sobre si e o mundo, sendo então a ameaça de um possível pluralismo dinâmico naquilo que parece ser incontrolável, um fantasma a ser esconjurado. Nesse sentido, o conceito de Diferença em Deleuze, Guattari e Derrida, os estudos da presença, da subjetividade e seus cruzamentos entre a linguagem e a psicanálise, especialmente em Gumbrecht, Blanchot, Barthes, Lacan, Freud, Jung e Fanon, assim como as contribuições da antropologia na radicalização da crise epistemológica moderna, sobretudo os estudos ameríndios em Viveiros de Castro e Pierre Clastres, nos interessam primordialmente. Apostamos, então, no campo da estética como lugar que, por guardar incompatibilidades ao racionalismo ocidental moderno, guarda também indícios eloquentes do que de nós fora descartado na consolidação desse império. Em todo caso, mesmo com esse espectro teórico que nos inscreve em um campo alargado, politicamente privilegiamos pesquisas de campo que tenham como interesse experiências estéticas populares em periferias urbanas, notadamente aquelas protagonizadas por suas juventudes. A despeito, então, da negligência, marginalização e desqualificação das quais são geralmente alvos, acreditamos que nestes cotidianos está em constante e dramática modelagem uma série de formas de resistência, de reinvenção descolonial, de conhecimento e mesmo de sofisticação conceitual.

Histórico de Linhas de Pesquisa

Linha de Pesquisa Área de Concentração Data de Início
EDUCAÇÃO, ESCOLA E SEUS SUJEITOS SOCIAIS EDUCAÇÃO, CULTURA E COMUNICAÇÃO EM PERIFERIAS URBANAS 01/10/2015
EDUCAÇÃO, MOVIMENTOS SOCIAIS E DIFERENÇAS EDUCAÇÃO, CULTURA E COMUNICAÇÃO EM PERIFERIAS URBANAS 01/01/2016

Equipe

Nome Categoria Início do Vínculo Fim do Vínculo
ANDRE LUIS DE MOURA PESSOA Discente - Mestrado 27/03/2017 -
CAROLINE LIMA SOUZA DE LUCENA Participante Externo 06/03/2018 -
GUSTAVO REBELO COELHO DE OLIVEIRA (Responsável pelo Projeto) Docente 01/10/2015 -
LEANDRO DE CARVALHO MORAES Discente - Mestrado 27/03/2017 -
MAYARA SOUZA DE ASSIS Discente - Mestrado 27/03/2017 -
PATRICIA AUGUSTO CORREA Discente - Mestrado 09/03/2016 20/06/2017
RENATA NASCIMENTO DE OLIVEIRA PEREIRA MARTINS Discente - Mestrado 12/03/2018 -
SAMUEL DA SILVA LIMA Discente - Mestrado 29/02/2016 07/02/2018
SIRO CARLOS DE OLIVEIRA Discente - Mestrado 27/03/2017 -

Financiadores