Brasil

Dados da Disciplina

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
LITERATURA BRASILEIRA (33002010110P0)
REALISMO E INTROSPECÇÃO NO ROMANCE MODERNO BRASILEIRO
FLC
6132
8
01/01/2012 à -
Não
Objetivos: O curso pretende discutir as relações entre forma e matéria social – por meio de leituras teóricas e da análise de textos – no moderno romance brasileiro a partir da experiência dos anos de 1930 e seus possíveis desdobramentos. Justificativa: O debate em torno das vertentes do romance brasileiro a partir dos anos de 1930 – a saber: o romance do Nordeste e o romance de introversão – oferece um quadro propício à discussão sobre o romance enquanto experiência estética e social, permitindo a abordagem das dicotomias realismo e antimimese, engajamento e experimentação, historicidade e esteticismo. Conteúdo: 1. A forma do romance moderno: sedimentação de conflitos Teoria do romance; romance moderno e sociedade. Experimentação e realismo na modernidade. Amplitude do conceito de realismo e sua relação com os modos da ficção introspectiva. 2. Trilhas do romance moderno a partir de 1930 no Brasil A problemática da forma realista e da tendência introspectiva no panorama do romance brasileiro a partir dos anos 30. Peculiaridades do debate local. Impasses do romance moderno num contexto de literatura empenhada; adequação da representação, engajamento e experimentação. 3. Análise e interpretação de obras: os impasses teóricos em situação.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: Adorno, Theodor.Teoria Estética. São Paulo, Martins Fontes, 1988. ______________. “Posição do narrador no romance contemporâneo” in Notas de literatura, São Paulo, Editora 34, 2003. Auerbach, Erich. “A meia marrom” in Mimesis. São Paulo: Perspectiva, 1976 Barrento, João. (org.) Realismo, materialismo, utopia. (Uma polêmica 1935-1940). Lisboa, Moraes Editores, 1978. Barthes, Roland Barthes, Roland. “O efeito de real” in O rumor da língua. São Paulo, Brasiliense, 1988. Bradbury, Malcolm & Macfarlaine, James. Modernismo; guia geral. 2a ed. São Paulo, Cia das letras, 1999. Bueno, Luís. Uma história do romance de 30. São Paulo, Edusp, 2006. Brecht, Bertold. “Amplitude e variedade do modo de escrever realista”. São Paulo, Revista de Estudos Avançados, n. 34, 1998. Burger, Peter. Teoria da vanguarda. Lisboa, Vega, 1993. __________. “O declínio da era moderna”. São Paulo, Novos Estudos Cebrap, n. 20, 1988. Candido, Antonio. Literatura e sociedade. São Paulo, Publifolha, 2000. ______________. “ A revolução de 1930 e a cultura” in: A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 2000. ______________. “Realidade e realismo (via Marcel Proust)” in Recortes. São Paulo, Cia das letras, 1996. Lafetá, João Luis. 1930: a crítica e o Modernismo. São Paulo, Editora 34, 2000. Lukács, Georg. “O romance como epopéia burguesa” in: Ensaios Ad Hominem 1, tomo II – música e literatura. São Paulo; Edições Ad Hominem, 1999. ____________. “Narrar ou descrever” in Ensaios sobre literatura. Rio de Janeiro, Civilização brasileira, 1968. ____________. Teoria do romance. São Paulo, Editora 34/ Duas Cidades, 2000. Ortega y Gasset, José. A desumanização da arte. 2a ed. São Paulo, Cortez, 1999. Rosenfeld, Anatol. “Reflexões sobre o romance moderno” in: Texto/ Contexto. São Paulo, Ed. Perspectiva/ INL, MEC, 1973. Rufinoni, Simone Rossinetti. Pormenor e dissipação: o Brasil de Cornélio Penna. Teresa: revista de literatura brasileira n. 16. Dossiê “Em torno do romance de 30”. São Paulo: Programa de Literatura Brasileira/FFLCH/USP, 2015, p. 219-239. Schwarz, Roberto. “O bonde, a carroça e o poeta modernista” in: Que horas são? São Paulo, Cia das letras, 1989. Zéraffa, Michel. Romance e Sociedade. Lisboa, Estúdios Cor, 1971... Teresa: revista de literatura brasileira n. 16. Dossiê “Em torno do romance de 30”. São Paulo: Programa de Literatura Brasileira/FFLCH/USP, 2015

Cursos

LITERATURA BRASILEIRA
Mestrado
120
LITERATURA BRASILEIRA
Doutorado
120

Áreas de Concentração

LITERATURA BRASILEIRA